Visitantes:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Intensidade na vida de oração.

 

          Quem concorda que Jesus Cristo é um ministro ungido? Mas, mesmo ungido Jesus precisava orar e ter comunhão com o Pai. Ele esteve em lugares onde não aconteceu muitas curas e nem milagres, porque não havia expectativas nas pessoas, porém incredulidade. A nossa expectativa é o que determina o que Deus vai fazer.
          Devemos dar importância à oração ao ponto de praticá-la.  A oração desenvolve a nossa comunhão com Deus e em comunhão podemos agir em fé. Afinal, sem fé é impossível agradar a Deus.
          O valor que dou a oração evidencia a minha dependência de Deus. Pessoas dizem: “Deus é tudo em minha vida”, mas não ora. Oração não é algo da carne, se você ora é porque anda no espírito. Devemos praticar a oração com intensidade.
          “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. (Atos 2.42)
          As coisas certas só acontecem se houver esforço.  Quais são as coisas certas? Doutrina, comunhão e oração.
          Queremos a glória de Deus, no entanto precisamos estar em harmonia com os irmãos. Devemos aprender a receber algo deles, sempre podemos dar e receber  uns dos outros.
          “E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo. E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram”. (Atos 13.1-3)
          Nossa igreja está atuante aqui na Terra. Ganhamos espaço e hoje somos  uma denominação de excelência. Contudo, servir ao Senhor não é só fazer as coisas, mas estar disponível jejuando e orando.  Quando a Palavra de Deus entra em nosso coração traz luz e entendimento.
          Você sabe por que renomados ministérios no Brasil têm conseguido fazer grandes coisas para Deus? Porque eles pegaram a visão de Deus para eles, então tudo fica mais fácil com a visão. Visão é algo que não se consegue naturalmente.
          Eu quero sabedoria para expandir o conhecimento de Deus em minha vida. Para avançar em seu ministério você precisa da sabedoria de Deus. Deus tem instruções para nós e se o seguirmos mudaremos a trajetória da nossa vida.
          Será que não estamos vivendo no prejuízo por não termos seguido as instruções de Deus?
          Devemos ter uma vida de oração e consagração ao plano de Deus. Não seja insensato, procure conhecer a vontade Deus. Muitos de nós passamos o dia e não tocamos na vontade de Deus, mas precisamos estar sensíveis.
          Será que para uns crentes Deus fala de ano em ano e para outros Ele fala todos os dias? Não, alguns estão parando para ouvir o que Ele está falando. O que difere um do outro é porque Deus tem um mistério com algum certo irmão? Ou por que este irmão tem um mistério com Deus?
          Para crentes maduros, oração de petição representa um percentual pequeno, mas a oração de consagração ocupa grande espaço.
          Você precisa orar. Temos na Bíblia inúmeros exemplos de oração de consagração. Em Filipenses, Colossenses e Efésios vemos inúmeras vezes Paulo consagrando-se ao plano de Deus. Ele orava pedindo sabedoria e não pedindo apenas coisas naturais.
          Muitos de nós estamos orando por casas, carros, e esquecemos de pedir sabedoria. Há coisas mais preciosas do que aquilo que é material. As coisas preciosas de Deus têm valores bem maiores do que casas ou bens, são eternas.
          Entenda a vontade de Deus para a sua vida, seja um crente fervoroso para orar.

Meditação do dia.

Ministério Igreja Sem Fronteiras
Departamento de Unidade Cristã

          Caros Irmãos,

          Pelos nossos roteiros de leitura bíblica publicados aqui no blog, hoje teríamos as seguintes passagens para ler:

          1. Novo Testamento: 1 Timóteo 1 e
          2. Bíblia completa: Apocalipse 17; Isaías 1 e 2 e Salmos 108.

          Muito bem, gostaríamos de saber o que foi revelado a vocês nessas leituras. O que pudemos aprender com a Palavra de Deus?
          Se a Palavra se revelou a você nessa leitura de hoje, gostaríamos que você compartilhasse conosco e com todos que estão nos acompanhando em todo o mundo.
          Além disso, sentimos em nosso coração meditar na passagem de Isaías 1.10-17, no sentido de nos examinar quanto às nossas atitudes na igreja e fora dela.
          Desde já, muito grato.
          Fiquem na paz.

Um Poder Invisível da Fé.

Entrevista: Harold G. Koenig
Por Fernanda Allegretti

          O psiquiatra americano afirma que as pesquisas são claras ao relacionar as diversas formas de religiosidade com a prevenção de doenças cardiovasculares e da hipertensão

          O psiquiatra Harold Koenig, professor da Universidade Duke, na Carolina do Norte, há 28 anos se dedica a estudos que relacionam religião com saúde. Tem quarenta livros publicados e mais de 300 artigos sobre o tema. Sua tese é que a fé religiosa ajuda as pessoas em diversos aspectos da vida cotidiana, reduzindo o stress, fazendo-as adquirir hábitos saudáveis e dando-lhes conforto nos momentos difíceis, entre outros benefícios.
          Koenig, de 60 anos, nasceu em uma família católica, mas hoje, por influência da mulher, frequenta a igreja protestante. Ele esteve recentemente no Brasil para dar uma palestra em Porto Alegre e lançar a edição brasileira de seu livro Medicina, Religião e Saúde - O Encontro da Ciência e da Espiritualidade.

          Como o senhor chegou à conclusão de que a religiosidade aumenta a sobrevida das pessoas em até 29%?
          Há uma relação significativa entre frequência da prática religiosa e longevidade. Acredito que o impacto na sobrevida seja até maior, algo em tomo de 35%. Três fatores influenciam a saúde de quem pratica uma religião. O primeiro são as crenças e o significado que essas crenças atribuem à vida. Elas orientam as decisões diárias e até as facilitam, o que contribui para reduzir o stress. O segundo fator está relacionado ao apoio social. As pessoas devotadas convivem em comunidades com indivíduos que acreditam nas mesmas coisas e oferecem suporte emocional e, às vezes, até financeiro. O terceiro fator é o impacto que a religião tem na adoção de hábitos saudáveis. Tanto os mandamentos religiosos quanto a vida em comunidade estimulam a boa saúde. Os religiosos tendem a ingerir menos álcool, porque circulam em um meio onde ele é mais escasso e com pessoas que bebem menos. Eles também têm inclinação a não fumar. É menos provável que adotem um comportamento sexual de risco, tendo múltiplos parceiros ou parceiros fora do casamento. Tudo isso influencia a saúde e faz com que vivam mais e sejam mais saudáveis.

          Também se beneficiam da fé os adeptos de religiões que proíbem cuidados médicos, como é o caso das testemunhas de Jeová com a transfusão de sangue?
          A maioria dos estudos comprova que os benefícios de ser adepto de urna religião são maiores que os malefícios. No caso das testemunhas de Jeová, há pesquisas que mostram que a longevidade deles não é diferente da dos católicos ou dos protestantes. Outro ponto importante é que não há tantas testemunhas de Jeová no mundo. Os grupos religiosos que se opõem a cuidados médicos são muito pequenos em comparação à grande maioria que se beneficia de suas crenças religiosas.

          Quem se toma religioso tardiamente também se beneficia?
          Quem se toma religioso numa idade mais madura também se beneficia, especialmente dos aspectos psicológicos e sociais. A vida passa a ter mais sentido, a pessoa ganha apoio da comunidade, esperança e interlocutores afinados com o seu jeito de ver o mundo. A consequência é a melhora da qualidade de vida. A saúde física, no entanto, não será tão influenciada porque não dá para apagar os anos de maus hábitos e os estragos feitos pelo excesso de stress.

          Ter fé não é o mesmo que seguir uma religião. Do ponto de vista dos benefícios, isso também faz diferença?
          Não adianta só dizer que é espiritualizado e não fazer nada. É preciso ser comprometido com a religião para gozar seus benefícios. É preciso acordar cedo para ir aos cultos, fazer parte de uma comunidade, expressar sua fé em casa, por meio de orações ou do estudo das escrituras. As crenças religiosas precisam influenciar sua vida para que elas influenciem também sua saúde.

          Como as diferentes religiões se comparam nesse efeito positivo sobre a saúde e a longevidade que o senhor detectou?
          Não há estudos confiáveis comparando as religiões. Até porque as mesmas religiões se desenvolvem em ambientes completamente diferentes e são influenciadas por esses ambientes. Um credo cujos benefícios são óbvios no Brasil pode não ter o mesmo efeito positivo sobre as pessoas nos países árabes.

          Algumas enfermidades respondem melhor à prática religiosa do que outras?
          As doenças relacionadas ao stress, como as disfunções cardiovasculares e a hipertensão, parecem ser mais reativas a uma disposição mental de cunho religioso. O stress influencia as funções fisiológicas de maneira já muito conhecida e tem impacto em três sistemas ligados à defesa do organismo: o imunológico, o endócrino e o cardiovascular. Se esses sistemas não funcionam bem. Ficamos doentes. A religiosidade põe o paciente em outro patamar de tratamento. Pacientes infartados que são religiosos, por exemplo, têm menos complicações após a cirurgia, ficam menos tempo internados e, claro, pagam contas hospitalares mais baixas.

          O senhor diz que quem vê Deus como uma entidade distante e punitiva tem menos benefícios para a saúde do que quem o vê como um ser compreensivo e que perdoa. Por quê?
          A religião pode virar uma fonte de stress se aumentar o sentimento de culpa ou gerar um mal-estar na pessoa por ela não conseguir cumprir com o que a doutrina considera que são suas obrigações religiosas. Não existem pesquisas que constatem isso, mas certamente um Deus punitivo, que vigia e condena seus erros, vai elevar esse stress. Por isso, acho que faz bastante diferença acreditar em um Deus amoroso e misericordioso.

          Existem estudos que ligam a religiosidade profunda à ausência da depressão psicológica. O senhor também registrou esse efeito?
          Os pacientes que lidam melhor com suas doenças, perdas e incapacidades ficam menos depressivos. Os religiosos suportam melhor suas limitações porque a religião dá significado a essas circunstâncias difíceis. O sofrimento adquire um propósito. O indivíduo não sofre sem razão nem se sente sozinho. As religiões têm inúmeros exemplos de sofrimento: Jesus torturado e crucificado; Jó, que perdeu bens, família, saúde; Maomé, que passou por momentos difíceis na infância. Todos sofreram, e a fé os fez seguir adiante. Um estudo recente da Universidade Colúmbia demonstrou que, quando são religiosos, filhos de pai ou mãe depressivos têm menor risco de desenvolver depressão. Provar que pessoas com fatores genéticos de risco podem ser protegidas pela religião é sensacional.

          Muitos pacientes terminais desenvolvem a espiritualidade mesmo sem ter fé durante a vida. O que sua experiência revela sobre essas pessoas?
          O que podemos afirmar com segurança é que pacientes religiosos toleram melhor o processo da morte. Eles acreditam que não é o fim e, por isso, não ficam tão ansiosos. Sabem que vão para um lugar melhor, no qual não sentirão mais dor ou mal-estar. Isso afeta a qualidade de vida da pessoa no período terminal e melhora a relação dela com a família.

          Qual sua opinião sobre as chamadas cirurgias espirituais?
          Os charlatões tendem a se aproveitar de pessoas doentes e desesperadas. Os pacientes que frequentam esses centros, em geral, não recebem benefício algum e se sentem desapontados. Alguns chegam a se revoltar contra a religião. O sofrimento acaba sendo maior porque, a partir do momento em que a pessoa perde a confiança na sua fé, perde também a habilidade de se adaptar à sua condição.

          Um estudo da Santa Casa de Porto Alegre mostra que 70% dos pacientes gostariam que o médico falasse sobre religião com efes, mas apenas 15% dos médicos o fazem. Por que isso acontece?
          Os médicos não recebem treinamento apropriado sobre como fazer a abordagem religiosa. Eles não sabem trazer o assunto à tona, nem como responder a perguntas do paciente sobre religião. Nos Estados Unidos e também no Brasil, ainda são poucas as faculdades de medicina que tratam do tema. A medicina é considerada uma ciência e, historicamente, há uma grande divisão entre religião e ciência. A religião é muito mais vaga e nebulosa do que a medicina e, por isso, continua não levando muito crédito. Médicos tendem a ser menos religiosos do que a população em geral, então eles não conhecem muito bem o potencial da religião.

          Como o médico deve falar de religião com o paciente?
          É mais simples do que parece. Só de perguntar ao paciente quanto a religião é importante na vida dele, o médico está abrindo caminho para atender às suas necessidades espirituais. O paciente deve sentir-se confortável falando sobre esse assunto com seu médico. O médico pode, naquele momento mais especial, tentar saber das decisões que um paciente terminal espera dele em situações-limite. Pode descobrir se o paciente terminal quer ser ressuscitado em caso de parada cardíaca, se deseja receber tratamento extenuante prolongado ou se prefere não estender o sofrimento. Ajuda muito o médico puxar assunto com o paciente sobre o que ele pensa da existência dos milagres ou se quer receber orações. O paciente tem de estar seguro de que o médico não vai ignorar ou fazer pouco-caso de suas carências espirituais.

          Como deve ser a abordagem com um ateu?
          Eu não incentivaria nenhum médico a tentar converter um ateu. Simplesmente porque essa abordagem não funciona. O médico deve apenas conversar com o paciente e tentar compreender as causas que o levaram a ser ateu. Médicos não são pastores ou padres. Nosso trabalho não é catequizar ninguém, é tentar entender o paciente e como sua crença religiosa ou a falta dela influencia sua recuperação e as decisões que vão ter consequências em seu tratamento.

          O que o senhor pensa sobre os ateus e os agnósticos?
          Acho que eles estão mais adiante no caminho religioso do que muita gente que nunca questionou sua religiosidade. Algumas pessoas são religiosas simplesmente porque os pais são e nunca pararam para pensar sobre isso. Para decidir ser ateu ou agnóstico, o indivíduo tem de questionar a si mesmo e a religião. Refletir sobre isso é um progresso. Mas sugiro a essas pessoas que mantenham sempre a mente aberta. Apenas uma fração do mundo pode ser explicada pela ciência. Há muitas coisas que não são claras na vida para afirmar categoricamente que Deus não existe. Noventa por cento da população mundial acredita em Deus e, se você faz parte dos 10% que não exercem ou não têm certeza, ao menos mantenha a mente aberta.

          O senhor é a favor da eutanásia?
          Entendo a situação de pacientes que sofrem muito e querem terminar a vida, mas me preocupa o fato de a eutanásia baratear muito o atendimento na saúde pública, pois, se o paciente morrer, não é mais necessário o tratamento. Se abrirmos essa porta, teremos de conviver com possíveis injustiças e erros de eutanásias indicadas equivocadamente.
          Existem também questões relacionadas às expectativas. Imagine um idoso que se vê consumindo boa parte do dinheiro dos familiares mais jovens. A legalização da eutanásia abre a possibilidade de o idoso decidir morrer para evitar essa despesa. Precisamos também pensar nas crianças com deficiências graves. Em uma sociedade pró-eutanásia, os pais podem optar por deixar a criança morrer por acharem os tratamentos longos e sofridos.
          Se tolerarmos a eutanásia, essas possibilidades podem concretizar-se. Em uma sociedade que está ficando cada vez mais secular, uma vez aberta essa porta, será difícil evitar que ela seja escancarada.

Fonte: Revista Veja, Edição de 10 de outubro de 2012.

Sem começo ou meio.

Ruy Castro

          RIO DE JANEIRO - Há décadas tenho privado com alcoólatras em vários estágios de dependência. Todos resistentes a tratamento. Um deles nem admitia o assunto, mesmo quando os vômitos matinais de sangue já tornavam sua situação desesperadora. A eventualidade de uma internação, com a interrupção do fornecimento de bebida, lhe era intolerável. A alternativa podia ser a morte, mas ele não parecia com medo. A dependência é mais forte do que o medo da morte.
          Quando se trata de álcool, a dependência leva anos para se instalar, durante os quais o bebedor tem tempo para constituir família, aprender um ofício e afirmar-se profissionalmente -até que a progressão da doença acabe com tudo. Às vezes, uma última centelha de consciência o faz procurar ajuda. Se esta vier a tempo, e o processo destrutivo for interrompido e controlado, a pessoa, com esforço e sorte, pode retomar sua vida e tentar devolvê-la ao que era antes de a dependência ter se instalado.
          Anteontem, vi pela TV os dependentes de crack da favela do Jacarezinho, no Rio, ocupada pelos militares, sendo levados pelos assistentes sociais. A maioria, inconformada, pedalava o ar com as poucas forças que lhe restavam -ninguém queria sair do lixão onde morava.
          No fim do dia, todos (exceto, por algum tempo, os menores) estavam de volta à cracolândia.
          A ideia da internação compulsória para os dependentes de crack não deveria se confundir com as normas de internação para outros tipos de dependência. Ao fim e ao cabo, todas as dependências são iguais, mas a do crack não tem começo ou meio. Já começa pelo fim.
          Não pode haver internação "consentida" de um dependente de crack, pelo simples fato de que esse dependente não tem mais o que consentir ou negar. Para ele, a morte não é nada diante da ideia de ficar sem o produto.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/72394-sem-comeco-ou-meio.shtml

Pr. Dave Roberson - Carta de Setembro de 2012.

Ministério Ana Maria Dias
Caixa Postal 254 Barueri – SP 06455-972
Fone/Fax: (11) 4191-6425 minamd.org.br

DAVE ROBERSON
Setembro – 2012

          Querido Amigo,

          Por estar há quase quarenta anos no ministério tempo integral, já provei diversas vezes o poder transformador de uma vida de oração em línguas. Em minha própria vida, recebi a revelação e a edificação pessoal que precisava para andar em vitória sobre circunstâncias e batalhas espirituais que tive que enfrentar. Tenho certeza de que a edificação que recebi foi devido ao tempo que passei orando em línguas.
          No começo eu não entendia a importância da oração no Espírito e nem a conexão direta que ela tem com o cumprimento de nosso chamado, mas agora sei que cada momento que separo para ter comunhão com Deus através da oração em línguas é um momento em que estou orando tudo o que Cristo é em mim, a esperança da glória. Quando oro em línguas, estou permitindo que Sua sabedoria seja revelada dentro do meu espírito e dou ao Espírito Santo o que Ele precisa para me dar a revelação necessária a fim de que eu cumpra meu chamado passo a passo.
          Uma vez que as pessoas começam a entender o poder e a importância de sua língua celestial, elas geralmente vêm me perguntar como se estabelecer em uma vida de oração que as levará a um caminho que cumpre seu chamado divino. Eu sempre respondo essa pergunta encorajando os crentes a se jogarem de cabeça na oração, sem olhar para trás.
          Embora existam diversas chaves espirituais que cada crente nascido de novo precisa priorizar em sua comunhão com o Senhor – como a oração pessoal, a meditação na Palavra, a confissão da Palavra – a oração em línguas é a chave fundamental que não só edifica quem está orando, mas também revela o próximo passo necessário para um caminhar mais profundo e íntimo com Deus.
          Quando iniciei o ministério em tempo integral, comecei a passar horas orando em línguas por acaso. Veja, eu tinha feito um propósito no meu coração de prometer a Deus orar a mesma quantidade de horas que normalmente trabalharia durante o dia. Não demorou muito para que eu não soubesse mais o que orar em inglês; quando olhei no relógio ainda faltavam muitas horas. Então, comecei a orar em línguas porque não sabia mais o que dizer.
          Eu estava determinado a não quebrar a minha promessa para Deus – talvez mais por teimosia do que por diligência – e embora eu tivesse recebido o Espírito Santos há alguns anos antes daquilo, eu nunca tinha separado um momento para orar em línguas. Sinceramente, eu nem sabia se podia fazer isso, e também não tinha ideia do impacto que essa prática teria em minha vida.
          Quase quatro décadas depois, sou mais agradecido do que nunca pelo dom de revelação da oração em línguas.
          Quando as pessoas me perguntam como começar esse estilo de vida, eu lhes digo para passarem o máximo de tempo que conseguirem orando, pois sei que nem um minuto sequer será desperdiçado. E para os que dizem que jamais conseguiriam dedicar um período de tempo à oração devido à sua agenda lotada, sua família e outras responsabilidades, digo-lhes que comecem com a quantidade de tempo que tem disponível – ore no caminho para o trabalho, enquanto está pagando as contas no banco, regando o jardim, etc. E se a pessoa tiver um emprego em que possa orar quietamente enquanto trabalha – melhor ainda!
          A única coisa que você precisa para se estabelecer em uma vida de oração constante é um coração disposto. Se o seu desejo for continuar a passar tempo em comunhão com Deus através da oração no Espírito Santo, então continue sendo fiel com o tempo que você tem e Ele preparará as mudanças necessárias em sua vida que lhe permitirão separar mais tempo para passar com Ele, sem que isso afete suas responsabilidades do dia a dia.
          Diversas vezes já abrimos a igreja durante a noite e nos fins de semana especialmente para que as pessoas viessem com suas famílias passar um tempo orando no Espírito. Também aprendemos que quando priorizamos a oração acabamos chamando a atenção do reino das trevas. Não há nada de que Satanás tenha mais medo do que um crente nascido de novo e cheio do espírito que decide orar e receber a liderança do Espírito Santo.
          Deixe-me compartilhar com você um pouco da sabedoria que recebi nesses anos por superar dificuldades e obstáculos que se colocam diante de todo crente que tenta se estabelecer em uma vida de oração.
          A partir do momento em que um crente decide estar pronto para aprofundar seu relacionamento com Deus e começa a usar seu tempo para orar os mistérios de Cristo, o diabo se levanta com seus melhores truques de resistência. Com algumas pessoas ele talvez use o legalismo e a condenação. Ele lhes lembrará de cada hora que prometeram orar e não conseguiram.
          Então, ele as convencerá de que Deus não pode mover em suas vidas porque fracassaram e não fizeram sua parte.
          Essa tática só funciona com alguém que crê que seu esforço de orar em línguas é que agrada a Deus. Contudo, a verdade é que Deus não tem comunhão com a quantidade de tempo que passamos em oração, mas, sim, com a MUDANÇA em nós produzida por ela. A razão por que dedicamos tempo para orar no Espírito é porque nossa oração é um ingrediente necessário para nossa transformação à imagem de Cristo.
          Nosso pai se agrada com todo momento de comunhão que Lhe damos, mas quanto mais tempo passarmos com Ele, mais tempo vamos querer dedicar à oração para nos tornamos cada vez mais como Ele.
          Outro método que o diabo usa para impedir os crentes de se estabelecerem em uma vida de oração constante é o desânimo. Quando as pessoas não entendem como Deus responde as orações, é fácil ficarem desanimadas ou decepcionadas quando não há resultados visíveis.
          Imagine uma pessoa que ora fielmente todos os dias e que de repente pensa que Deus a abandonou somente porque não vê a mudança, o milagre ou a prosperidade que estava esperando. O que geralmente acontece nesse caso é que essa pessoa para de orar antes que Deus possa Se manifestar nas áreas em que ela precisa.
          Veja, muitas vezes esperamos que Deus apareça e tome o controle de nossas circunstâncias, levando embora magicamente nossas dívidas, curando nosso corpo ou mudando as pessoas ao nosso redor. Às vezes, enquanto estamos esperando por essas mudanças externas, o Espírito Santo está operando em mudanças dentro de nós.
          É nessa hora que é importante lembrar que a maneira principal pela qual Deus responde nossas orações no Espírito é através da edificação, assim como Primeira Coríntios 14:4 diz, O que fala em língua edifica-se a si mesmo. Ou seja, cada palavra que oramos no Espírito está contribuindo para a nossa edificação em nossa santíssima fé (Judas 20).
          Já que as mudanças mais duradouras vêm de dentro, se você não parar de orar, atingirá um lugar de paz onde suas tempestades internas cessarão e suas circunstâncias externas se alinharão com a Palavra de Deus.
          E mesmo com todas as armadilhas que o diabo usa contra um crente que quer priorizar a oração, o maior obstáculo que um crente jamais enfrentará é ele mesmo.
          A verdade é que, na medida em que você ora e se edifica, o Espírito Santo perscruta o seu coração e ilumina tudo o que não se alinha com a imagem de Cristo em você e o plano do Pai para a sua vida. E se você continuar orando e se edificando, essa luz brilhará mais forte até que você possa ver as áreas de pecado em sua vida – egoísmo, medo, falta de perdão, hábitos impuros e vícios. E como a maioria das criaturas que prefere se esconder na cobertura das trevas, sua carne detestará ser exposta.
          Nesse momento, você terá que tomar uma decisão: ou você se entregará à guerra emocional da sua carne que quer impedi-lo de orar – fazendo com que a luz do arrependimento seja apagada – ou você continuará orando e se edificando, mortificando tudo que está entre você e um caminhar mais íntimo com Deus. Se você decidir continuar orando, o Espírito Santo o ajudará a ver as trevas pelo que elas são – um obstáculo no seu relacionamento com Deus – e Ele o ajudará a destruir as fortalezas da carne para que você aproveite uma vida de liberdade e vitória com Ele.
          Independente de nossos chamados individuais, Deus quer usar cada um de nós como um intercessor – alguém que passa tempo se edificando em sua fé santíssima, orando o plano de Deus para sua vida e permitindo que o Espírito Santo o guie – a fim de impedir que milhares de pessoas vão para o inferno.
          Eu creio que em futuro próximo haverá milhares de intercessores na minha igreja “The Family Prayer Center” e espalhados pelo mundo que se prepararam para ficar na brecha pelos que precisam de salvação, pois aprenderam como resistir a tudo que Satanás usa para impedir os crentes de se estabelecerem em oração.
          Tenho certeza de que você e eu estaremos entre estes que encontraram segurança e identificação no que Deus pensa de nós, pois desejamos Sua aprovação mais do que a aprovação de homens e permitimos que Ele derrame Seu amor através de nós para atingir os que mais precisam Dele.
          Obrigado por cada momento que você se entrega à oração em línguas. A cada minuto ou hora que você passa em oração, você está sendo transformado para a glória de Deus!

Seu colaborador,
Dave Roberson


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Seja Fiel nas Pequenas Coisas.

          Pequenas dobradiças abrem grandes portas. As bolotas são pequenas frutas que dão origem ao carvalho (árvore). Pequenas coisas são realmente importantes. Desenvolva uma paixão pelos detalhes. Simplesmente faça o básico: mantenha um orçamento, balanceie o seu talão de cheques, pague suas contas em dia, semeie na obra de Deus, espere por milagres todos os dias da sua vida.
          "Disse-lhe o seu senhor: muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei." (Mateus 25.23)

Fonte: Mensagem recebida por e-mail: Motivação Matinal, com Mike Murdock (drmurdock@thewisdomcenter.tv)

O “Eu me Importo” visitou crianças carentes no dia delas.

          O Departamento de Assistência Social dos Jovens Mais de Deus da Igreja Verbo da Vida sede em Campina Grande, PB, denominado “EU ME IMPORTO”, proporcionou uma tarde maravilhosa para as crianças do Ministério do Farol, Casa Esperança 1 e Casa Esperança 2, conhecidas como casas de passagem para crianças recolhidas pelo Conselho Tutelar da cidade.
          Aproveitando o mês que é comemorado o Dia das Crianças a equipe arrecadou brinquedos, roupas e material de higiene pessoal para presentear as crianças.
          O EU ME IMPORTO, liderado por Angélica Azevedo, tem sido um referencial para os jovens que tem um coração doador, incentivando aos jovens a se importarem com o próximo.
          “É necessário passar essa visão para os jovens que estão chegando no departamento, pois, precisamos nos tornar ‘doadores profissionais’, e cumprir com o que nos foi instruído pela Palavra, que não amemos só de palavras, mas de fato e verdade (I João 3.18)”, declarou  Angélica Azevedo.
          As crianças se divertiram com muita música, pregação da Palavra de Deus, recreação, e ainda desfrutaram de um delicioso lanche em clima de muita festa e comunhão.

          Para ver fotos do evento, consulte a Fonte da notícia: http://verbodavida.org.br/sem-categoria/o-eu-me-importo-visitou-criancas-carentes-no-dia-delas/

Segundo texto sobre a Graça.

 

por Natan Rufino (Integrante da Coord. Doutrinária MVV)


     Olá gente.
     Abaixo, segue o segundo texto que citei no post anterior, para nos esclarecer melhor sobre a graça de Deus.
     Na próxima semana, postarei o terceiro.
     Paz!

Graça, Arrependimento e Confissão
Tony Cooke

     Recentemente, eu tive o privilégio de fazer algumas reuniões mais demoradas na igreja do pastor Jerry Weinzierl, em Sterling Heights, Michigan, e tive a oportunidade de ensinar profundamente sobre o assunto da graça. Uma das áreas que ensinei dizia respeito à forma como a graça de Deus faz com que os crentes precisem confessar pecados ou se arrepender. Alguns têm a particular impressão de que estar debaixo da graça significa que é desnecessário nos arrependermos e confessarmos os pecados que cometemos. Em vez disso, pensam eles, os crentes simplesmente precisam reconhecer que já foram perdoados.
     Antes de falar sobre isto, é de vital importância definir biblicamente os termos que usamos. As palavras “arrepender-se” e “arrependimento”, não significam que estamos ansiosos por nos aprofundarmos na culpa, vendo e revendo nossas falhas, ou que andemos perpetuamente com a consciência de pecado. A seguir, apresento algumas das coisas que os mais respeitados estudiosos têm a dizer a respeito da palavra grega para arrependimento:
     “O substantivo grego metanoia significa literalmente ‘uma mudança de mente’. É mais do que um pesar emocional, que muito frequentemente não produz qualquer mudança de vida. Na verdade, é uma mudança de mente, ou atitude, para com Deus, para com o pecado e para conosco mesmos” (Ralph Earle). “…a mudança de mente por parte daqueles que começaram a abominar seus erros e crimes, e se determinaram a percorrer um curso de vida melhor, de maneira que envolve tanto o reconhecimento do pecado e o pesar por ele, quanto um melhoramento, de coração, que são evidências e consequências das boas obras” (Joseph H. Thayer).
     Em sua notável obra, Uma Luz Na Escuridão: Sete Mensagens para as Sete Igrejas, Rick Renner escreve: “Quando as palavras ‘meta’ e ‘nous’ são combinadas em uma só, a nova palavra descreve uma decisão de mudar completamente a forma que alguém pensa, vive ou se comporta. Isto não descreve um pesar emocional temporário por causa de ações passadas, mas é uma decisão intelectual sólida de dar meia volta e tomar um novo rumo, e de alterar completamente sua vida descartando um padrão de comportamento velho e destrutivo, e abraçar um novo em folha. Arrependimento verdadeiro envolve uma decisão consciente tanto para se afastar do pecado, do egoísmo e da rebelião, como também para se voltar para Deus de todo seu coração e mente. É uma volta completa de 180 graus nos pensamentos e comportamentos de alguém”.
     Intenções não são a mesma coisa que arrependimento. William Douglas Chamberlain escreveu: “A fé cristã vira o rosto dos homens para frente. O arrependimento é a reorientação da personalidade em referência a Deus e seu propósito”. Além disso, ele declara que para os crentes desfrutarem do reino de Deus, eles devem “submeter-se a uma transfiguração mental, à qual chamamos ‘arrependimento’. O arrependimento olha para frente em esperança e antecipação, enquanto o remorso olha para trás com vergonha, e para frente com medo”.

Jesus Pregava Arrependimento

     As primeiríssimas palavras que Jesus pregou (de acordo com Mateus 4.17) foram “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus”. Observe que Jesus não advogava simplesmente que as pessoas saíssem do negativo, mas ele queria que as pessoas despertassem para o positivo: O reino de Deus, que estava se tornando disponível para eles. Neste sentido, podemos dizer que o arrependimento realmente é uma preparação profética; é a preparação de nossos corações para algo maravilhoso que Deus está tornando disponível para nós.
     O arrependimento acontece quando despertamos para o glorioso potencial divino destinado às nossas vidas. À luz da bondade de Deus e de suas boas intenções para conosco, nós reconhecemos a deficiência de nossa perspectiva egoísta e o caráter destrutivo de nosso comportamento pecaminoso. Assim, nos afastamos disso para que possamos abraçar uma nova vida, melhor e mais elevada, oferecida pelo Deus da graça. Assim como na graça, no arrependimento também, tanto a atitude quanto a ação estão envolvidos. Existe uma descontinuação do comportamento errado, baseado em um coração e mente que se voltaram completamente para Deus e seus caminhos.

Mas Crentes Precisam se Arrepender?

     Alguns creem que a confissão de pecado e arrependimento é importante para os incrédulos, mas que se tornam desnecessários uma vez que a pessoa tenha nascido de novo. Afinal de contas, eles raciocinam, se Jesus já morreu por todos os nossos pecados, e todos eles já foram perdoados, por que precisaríamos reconhecê-los ou confessá-los, se eles já estão debaixo do sangue?
     Muito tempo depois da sua ascensão, Jesus se dirigiu aos crentes de várias congregações por toda Ásia Menor (Apocalipse 2 e 3). Das sete congregações para as quais falou, ele disse a cinco delas que precisavam se arrepender de certos pecados, e aos laodicenses disse, especificamente: “Aqueles a quem eu amo [terna e afetuosamente], eu lhes digo suas falhas e os convenço e os persuado e os corrijo [eu os disciplino e instruo]. Então, esteja entusiasmado e com zelo ardente e sincero, e arrependa-se [mudando sua mente e atitude]” (Apocalipse 3.19, Versão Amplificada da Bíblia).
     Jesus não estava dizendo àqueles crentes que eles precisavam merecer ou ganhar seu perdão por meio do arrependimento, mas ele certamente queria que eles reconhecessem as áreas onde precisavam fazer ajustes e alinhar-se com a sua Palavra.
     O apóstolo Paulo certamente cria que era importante para os crentes que houvessem cometido algum erro, que se arrependessem diante de Deus e, com a ajuda dele, pusessem sua vida em ordem. Em 2 Coríntios 12.20-21 (na Bíblia Viva), ele disse: “Tenho receio de que quando for visitá-los não vá gostar daquilo que encontrar, e vocês não vão gostar do modo pelo qual eu terei de agir; Receio que os encontrarei em desavenças, invejando uns aos outros, irando-se uns contra os outros, aparentando grandeza, dizendo coisas vis uns dos outros, cochichando pelas costas uns dos outros, e cheios de presunção e discórdia. Sim, tenho receio de que, quando for, Deus me humilhará diante de vocês e eu ficarei triste e pesaroso porque muitos de vocês pecaram e nem mesmo se importam com as coisas vis e indecentes que têm praticado: a impureza, a imoralidade, e a sedução das mulheres de outros homens”.
     Paulo tem sido chamado com certa frequência de “O Apóstolo da Graça”, e mesmo assim, ele obviamente acreditava que o arrependimento é importante para os cristãos que saem do rumo.
Creio que o ensino claro das Escrituras não é que a graça torne desnecessário o arrependimento, mas exatamente o contrário: que a graça torna o arrependimento possível! Porque Deus é gracioso, ele não nos rejeita, nem nos lança fora quando tropeçamos ou falhamos, mas ele nos convida para que “…cheguemo-nos confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno” (Hebreus 4.16, Versão Revisada Imprensa Bíblica).
     Em 2 Coríntios 7.10, Paulo disse que “a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a tristeza do mundo produz morte”.

E a Respeito de Confissão?

     Quando entendemos quais são as reais implicações da confissão (de pecado), compreendemos que este é o primeiro passo no processo de arrependimento. A palavra grega traduzida por confissão é “homologeo”, e é derivada de duas palavras, que significam “o mesmo” e “dizer”. Desta forma, a palavra é tipicamente definida com o significado de “dizer a mesma coisa”. Confessar também significa “concordar com”, “ceder”, “admitir” e “reconhecer”. Se uma pessoa primeiro não reconhecer que existe um problema, como ou por que ela iria se incomodar em mudar sua mente, sua atitude, ou sua conduta com respeito ao problema em questão? Uma pessoa nunca se arrependerá sem que primeiro confesse (ou reconheça) que o assunto em questão é um pecado.
     É lamentável que alguns tenham tentado diminuir o significado da confissão alegando que 1 João 1 não tenha sido escrito para cristãos, mas para incrédulos ou gnósticos. Muitas epístolas foram escritas em meio ao contexto de erros doutrinários, mas todas as epístolas do Novo Testamento foram escritas para cristãos. 1 Coríntios fora escrita em meio ao contexto do antinomianismo, Gálatas em meio ao contexto do legalismo, Colossenses em meio ao contexto do ascetismo, e 1 João em meio ao contexto do gnosticismo, mas TODAS foram escritas PARA cristãos.
     O Comentário “Conhecimento da Bíblia” declara: “Nos tempos modernos, ocasionalmente, alguns tem negado que um cristão precisa confessar seus pecados e pedir perdão. Alegam que um cristão já tem perdão em Cristo (Efésios 1.7). Mas este ponto de vista confunde a posição perfeita que um cristão tem no filho de Deus (pela qual inclusive ele está assentado com ele nos lugares celestiais, Efésios 2.6), com as suas necessidades como um ser falho sobre a Terra.
     O que é considerado em 1 João 1.9 pode ser descrito como perdão ‘familiar’. É completamente compreensível como um filho pode precisar pedir a seu pai que o perdoe pelas suas falhas, ao mesmo tempo em que a sua posição na família não está correndo perigo. Um cristão que nunca pede perdão ao seu Pai celestial por causa dos seus pecados dificilmente poderá ter muita sensibilidade quanto às maneiras pelas quais ele entristece o Pai. Primeira João 1.9 não foi escrito para os não salvos, e o esforço para transformá-lo em uma afirmação relacionada à mensagem de salvação é um erro.
     A graça não erradica ou torna desnecessário qualquer outro assunto ou ensino do Novo Testamento. A graça não vai abolir a necessidade de arrependimento, obediência, santidade, envolvimento na igreja, ou de ofertar. Em vez disso, a graça provê perdão quando ficamos aquém das suas diretrizes, e se respondermos à sua graça, encontraremos a força para obedecê-lo em todas as coisas. A graça não é uma desculpa, é uma capacitação. A graça não é evasiva, é catalizadora. A graça não é a permissão divina para fazer coisas erradas, é o poder divino para fazer aquilo que é certo!
     Que você possa encontrar grande fortalecimento em sua toda-suficiente graça!

Fonte: http://verbodavida.org.br/ministerio/coordenacao-doutrinaria/segundo-texto-sobre-a-graca/

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Entendendo a graça.

por Natan Rufino (Integrante da Coord. Doutrinária MVV)

     Olá gente,

     Muitas pessoas estão me mandando mensagens, emails, falando comigo no msn, etc. pedindo-me ajuda para entender direito o que é isso que tem sido pregado por alguns sobre “a graça de Deus”.
     Alguns pregadores tem falado sobre o que pensam ser a graça bíblica e, infelizmente, tem trazido muitas confusões no Corpo de Cristo; não só por causa dos argumentos sem fundamentos bíblicos, mas também por causa das consequências nas vidas das pessoas que receberam a mensagem sem observar nas Escrituras se as coisas eram de fato assim. 
     Depois de tantas perguntas e questionamentos, resolvi ajudar meus amigos postando pelo menos três textos sobre o assunto, para que isso possa, no mínimo, orientar os mais sensatos e interessados na verdade das Escrituras, livrando os irmãos dos modismos e do “evangeliquês” barato que, de “tão bom”, desvia tanta gente do Evangelho.

AQUI VAI O PRIMEIRO TEXTO:

Um Evangelho de Irresponsabilidade?
Autor: Tony Cooke (Traduzido do site: tonycooke.org)

     Nas viagens que tenho feito, tenho ouvido mais e mais um pensamento que está circulando hoje em dia no Corpo de Cristo com respeito a uma suposta “compreensão” da graça, que parece estar facilitando e promovendo um senso de irresponsabilidade nas pessoas. Algumas das aplicações dessa ideia incluem: “Porque eu sou salvo pela graça, realmente não importa se eu peco ou não, porque Jesus já cuidou de todos os meus pecados – eles já estão cobertos pela graça”; “Eu não estou debaixo da lei, então não preciso dar o dízimo. Eu dou o que eu quiser”; “Realmente não importa se eu vou ou não para a igreja, se sou ou não membro de uma igreja local, o que importa é se eu sou parte do Corpo de Cristo”.
     Antes de tratar sobre esse assunto, creio que é importante reconhecer que talvez alguns tenham estado debaixo de percepções equivocadas sobre Deus no passado. Talvez tenham estado debaixo de alguma forma de legalismo – um tipo de escravidão que os fez pensar que eram salvos pela fé em Cristo MAIS o fato de nunca cometerem um erro, ou, pela fé em Cristo MAIS o fato de entregar o dízimo, ou, pela fé em Cristo MAIS o fato de ir a uma igreja regularmente ou de praticar boas obras. Vivendo assim, nunca compreenderam ou usufruíram do fato de que nossa salvação e perdão não são uma questão de “fé em Cristo MAIS alguma coisa”.
     Eles nunca conheceram a natureza do dom de Deus ou o verdadeiro descanso oferecido por aquele que disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11.28-30).
     Quando pessoas assim compreendem que são “salvas pela graça mediante a fé; e que isto não vem delas, é um dom de Deus”, elas podem ficar ressentidas de qualquer pensamento que tinham anteriormente sobre Deus como um capataz… Ou ressentidas com alguém que as liderava, ou as colocava debaixo de pressão, para agirem de determinada forma a fim de que fossem aceitas por Deus. Ao tentarem se desfazer das cadeias de tal pensamento legalista, elas podem acabar na vala do outro lado da estrada, pensando que toda forma de disciplina ou obediência é uma forma de escravidão que deve ser rejeitada. Resumindo, elas jogam fora a água de banho junto com o bebê que estava nela.
     Paulo ensinava uma forte doutrina sobre a graça, mas não era uma graça que promovia irresponsabilidade ou uma vida pecaminosa. A graça, naquela época como agora, foi mal compreendida e distorcida. Em Romanos 6.1 e Romanos 6.15, Paulo pergunta: “Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” e “Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça?”. Para as duas perguntas, Paulo responde com um enfático “De modo nenhum!”.
     Paulo foi tão mal compreendido (creio que particularmente a respeito da graça), que Pedro se referiu às suas cartas da seguinte forma: “Nas cartas dele há algumas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e os fracos na fé explicam de maneira errada, como fazem também com outras partes das Escrituras Sagradas. E assim eles causam a sua própria destruição” (2 Pedro 3.16 – NTLH).
     Os gálatas estavam muito enredados no legalismo, e Paulo desejava que eles compreendessem a graça de Deus (Gálatas 2.16). Ao mesmo tempo, contudo, ele não queria que eles entrassem no outro extremo. Ele disse a este grupo de crentes confusos, “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor” (Gálatas 5.13).
A epístola de Paulo a Tito tem sido chamada de “O Livro das Boas Obras”. Nesta epístola ao jovem pastor, Paulo lembra a Tito que somente a graça de Deus é a fonte de nossa salvação: “Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna” (Tito 3.4-7).
     Este mesmo livro, que torna tão claro que as obras não são a causa da nossa salvação, também deixa profundamente claro que as obras (boas obras) são a consequência mais natural da nossa salvação:
Tito 2.7 – “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras…” 
Tito 2.14 – “o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos
de toda iniquidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras”. 
Tito 3.8 – “…Para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens”. 
Tito 3.14 – “Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos”.
     Será que Paulo – o homem que falou sobre graça mais do que qualquer outro em todo o Novo Testamento – estava dizendo a Tito para colocar os crentes debaixo de algum tipo de escravidão legalista? Absolutamente não! Paulo compreendia que a graça, ao transmitir o dom da vida eterna ao crente com base na obra redentora de Cristo, não se tornava numa espécie de porta de entrada para a preguiça ou libertinagem para o crente, mas em vez disso, em um trampolim para uma vida de obediência. Na realidade, a graça (o poder divino em nossas vidas) provê o ímpeto para a nossa capacidade de obedecermos a Deus e é a própria base para isso.
     Paulo também disse a Tito: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente… (Tito 2.11,12). A verdadeira graça de Deus nunca será uma permissão divina para fazer aquilo que é errado. Em vez disso, é a divina capacitação para fazer aquilo que é certo!
     Como crentes, certamente nos regozijamos no evangelho, as boas novas, a declaração do fato que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões” (2 Coríntios 5.19). Mas, ao que esse dom gratuito nos introduz? A uma vida de comodismo? A uma vida de irresponsabilidade? Conformidade com o mundo? A uma vida de satisfação carnal?
     Acredito que a melhor maneira para dizer o que Jesus tinha em mente seja voltando à Grande Comissão que ele nos deu. Todos nós estamos bem familiarizados com a primeira parte dessa comissão – “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo…” (Mateus 28.19). Mas logo no versículo seguinte, fica claro o tipo de vida que Jesus tencionava para os que recebessem o seu dom gratuito: “ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado”. Jesus não disse, “ensinando-os que eles não tem que absolutamente fazer coisa alguma porque eu já fiz tudo”. Sim, ele fez tudo no sentido de ter comprado nossa salvação para nós, mas após isso, ele nos chamou para termos vidas com propósito, responsabilidade e obediência.
     É 100% verdadeiro que as pessoas não precisam ter uma vida santa para que Deus as ame; ele nos amou quando ainda éramos pecadores. É verdade que as pessoas não precisam dar o dízimo ou ir à igreja para que Deus as ame; ele nos ama com um amor eterno a despeito do nosso desempenho de perfeição. Mas existem as boas obras e um estilo de vida, para os quais nós fomos chamados – não para obter a salvação mas para expressar a salvação.
     Quando Paulo falou com Tito sobre as boas obras, ele disse: “estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens” (Tito 3.. Nós somos responsáveis por viver corretamente para que outros possam ver a natureza e o caráter de Deus. Somos responsáveis por dar o dízimo e ofertar generosamente para que outros possam ouvir o evangelho. Somos responsáveis por estar seriamente envolvidos em uma igreja local. para que tenhamos um lugar onde servir e ajudar os outros (tanto quanto para crescermos como indivíduos). É absolutamente verdadeiro que é a graça que nos salva e nos mantém, mas esta graça nunca nos levará a conduzir vidas a irresponsabilidade e comodismo.
     Faríamos bem em lembrar as palavras de Dietrich Bonhoffer, um teólogo protestante e ativista anti-nazismo, que disse: “graça barata é aquela que prega o perdão sem requerer o arrependimento, batismo sem disciplina cristã, comunhão sem confissão, absolvição sem confissão pessoal. Graça barata é uma graça sem discipulado, uma graça sem a cruz, uma graça sem Jesus Cristo vivo e encarnado”.
     Que você tenha sabedoria tanto para receber quanto para expressar este indescritível dom de Deus!

     Em próximos posts, divulgarei os outros dois textos.

Leitura Anual da Bíblia 2012 - 2ª Edição - Período de 15 a 21 de outubro de 2012.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


          Caros Irmãos,

          Além da leitura do Novo Testamento, disponibilizamos também um roteiro para a leitura anual de toda a Bíblia e iniciamos uma nova programação para este ano de 2012, pois também consideramos importante a leitura do Antigo Testamento para a compreensão da Palavra do Senhor como um todo.
          Muitos acham que o Antigo Testamento deve ser descartado, mas cremos que nele encontramos muitos ensinamentos válidos para os dias de hoje, com o devido entendimento e sabedoria. Muitas doutrinas pecam em viver nos dias de hoje aquilo que era válido para aqueles que viviam naquele tempo, sendo tais jugos quebrados pela vinda, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus.
          Não perca sua motivação nessa leitura!
          A parcela lida a cada dia parece ser pequena em relação a todo o conteúdo bíblico, mas com o tempo você perceberá a sua evolução e verá que a leitura de toda a Bíblia não é uma tarefa impossível.
            Se você ainda não começou a sua leitura, escolha um dia do roteiro abaixo – melhor que seja o dia de hoje, em que você acessou o nosso blog – e siga em frente. No próximo ano, você completará o plano de leitura. Combinado, então?
          Aconselhamos a orar antes de ler a Palavra, e manter-se em oração durante todo o ano, pois assim o Espírito Santo irá lhe revelar mistérios ocultos nas letras.

          Mês de outubro de 2012:
                                                                                                                                   
Dia 15 -
Apocalipse 15
; Ester 7 e 8
; Salmos 107.1-22
Dia 16 -
Apocalipse 16
; Ester 9 e 10
; Salmos 107.23-43
Dia 17 -
Apocalipse 17
; Isaías 1 e 2
; Salmos 108
Dia 18 -
Apocalipse 18
; Isaías 3 e 4
; Salmos 109.1-19
Dia 19 -
Apocalipse 19
; Isaías 5 e 6
; Salmos 109.20-31
Dia 20 -
Apocalipse 20
; Isaías 7 e 8
; Salmos 110
Dia 21 -
Apocalipse 21 e 22
; Isaías 9 e 10
; Salmos 111


       Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura: de 01jan a 31dez de 2012.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 366
Dias cumpridos: 295
Dias a cumprir: 71

Quantidade de versículos: 31.103
Versículos lidos: 25.180
Versículos a serem lidos: 5.911

Média de 85 versículos ao dia
Porcentagem lida da Bíblia: 80,99%

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.