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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Stephen Hawking: única chance do ser humano será deixar a Terra.


• • atualizado às 13h34



          O astrofísico Stephen Hawking afirma que, ao menos que a raça humana colonize o espaço nos próximos dois séculos, vai desaparecer para sempre. Em entrevista ao site Big Think, o cientista diz que a única chance de sobrevivência do ser humano é sair da Terra e habitar novos planetas. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.
          "Eu vejo um grande perigo para a raça humana. Houve vezes no passado em que a sobrevivência (do ser humano) foi incerta. A crise dos mísseis de Cuba em 1963 foi uma delas", disse Hawking. "É provável que a frequência dessas ocasiões aumente no futuro. Precisamos de muito cuidado e discernimento para negociar tudo isso com sucesso". Apesar do aviso, Hawking se diz otimista com a possibilidade de colonizarmos novos mundos.
          No início deste ano, o cientista havia dito que o ser humano deveria evitar contato com formas de vida alienígenas, já que não temos certeza se elas seriam amigáveis. Desta vez, o astrofísico afirma que o próprio modo de vida da humanidade pode fazê-la desaparecer.
          "Nossa população e o uso de recursos finitos do planeta Terra estão crescendo exponencialmente, assim como nossa capacidade técnica para mudar o ambiente para o bem e para o mal", diz Hawking. "Contudo, nosso código genético carrega instintos egoístas e agressivos que foram vantagens necessárias para a sobrevivência no passado. Será difícil evitar o desastre nos próximos 100 anos, ainda mais nos próximos mil ou 1 milhão".
          Hawking já havia falado sobre a possibilidade de ser criada uma espaçonave capaz de viajar para o futuro. Ou seja, o equipamento utilizaria a viagem no tempo (apenas para o futuro) para atravessar grandes distâncias. Segundo a previsão de Hawking, a nave levaria seis anos para atingir sua capacidade máxima - 98% da velocidade da luz -, enquanto que um dia nela seria equivalente a um ano na Terra. Assim, após 80 anos, ela seria capaz de chegar aos limites de nossa galáxia.

          Comentário nosso:  Jó 38.4 a 39.30 - Nesse interrogatório, o Senhor se revela soberano sobre o mundo natural. Ele é o criador (38.4-14) da Terra (vs. 4-7), do mar (vs. 8-11), do dia e da noite (vs. 12-15). Ele é o Senhor da natureza inanimada (38.16-38) e da natureza dotada de vida (38.39 - 39.30).
          Poderíamos continuar a leitura até o capítulo 41 do Livro de Jó.
          O Senhor criou o mar e disse a ele mais ou menos assim: "Suas águas  e suas grandes ondas não passem daqui". E o mar obedece até hoje (vejam as nossas praias).
          Esse poder da Palavra também foi dado a vc. Podemos exercitá-lo frente às circunstâncias ou até mesmo frente aos eventos da natureza. Isso aconteceu com Josué quando o Senhor alongou um dia pelo pedido de um homem.
          É o momento da Igreja se posicionar, interceder e declarar o restabelecimento da ordem natural das coisas, como a parada do aquecimento global, por exemplo, porque Ele nos confiou, como mordomos, esta Terra.

Stephen Hawking: Deus não tem mais lugar na criação do universo.

• • atualizado às 11h52

          O cientista britânico Stephen Hawking afirma, em seu novo livro, que "Deus não tem mais lugar nas teorias sobre criação do universo, devido a uma série de avanços no campo da física", segundo trechos da obra publicados nesta quinta.
          Demonstrando uma posição mais dura em relação à religião do que a assumida nas páginas do best-seller internacional "Uma Breve História do Tempo", de 1988, Hawking diz que o Big Bang foi simplesmente uma consequência da lei da gravidade.
          "Por haver uma lei como a gravidade, o universo pode e irá criar a ele mesmo do nada. A criação espontânea é a razão pela qual algo existe ao invés de não existir nada, é a razão pela qual o universo existe, pela qual nós existimos", escreve o célebre cientista em "The Grand Design", que será publicado em série no jornal The Times. "Não é necessário que evoquemos Deus para iluminar as coisas e criar o universo", acrescenta.
          Hawking se tornou mundialmente famoso com suas pesquisas, livros e documentários, apesar de sofrer desde os 21 anos de idade de uma doença motora degenerativa que o deixou dependente de uma cadeira de rodas e de um sintetizador de voz. Em "Uma Breve História do Tempo", Hawking sugeria que a ideia de Deus ou de um ser divino não é necessariamente incompatível com a compreensão científica do universo.
          Em seu mais recente trabalho, no entanto, Hawking cita a descoberta, feita em 1992, de um planeta que orbita uma estrela fora do Sistema Solar, como um marco contra a crença de Isaac Newton de que o universo não poderia ter surgido do caos.
          "Isso torna as coincidências de nossas condições planetárias - o único sol, a feliz combinação da distância entre o Sol e a Terra e a massa solar - bem menos importantes, e bem menos convincentes, como evidência de que a Terra foi cuidadosamente projetada apenas para agradar aos seres humanos", afirma Hawking.


          Comentário nosso:  Jó 38.4 a 39.30 - Nesse interrogatório, o Senhor se revela soberano sobre o mundo natural. Ele é o criador (38.4-14) da Terra (vs. 4-7), do mar (vs. 8-11), do dia e da noite (vs. 12-15). Ele é o Senhor da natureza inanimada (38.16-38) e da natureza dotada de vida (38.39 - 39.30).
          O Senhor criou o mar e disse a ele mais ou menos assim: "Suas águas  e suas grandes ondas não passem daqui". E o mar obedece até hoje (vejam as nossas praias).
          Esse poder da Palavra também foi dado a vc. Podemos exercitá-lo frente às circunstâncias ou até mesmo frente aos eventos da natureza.
          Como o Senhor perguntou a Jó, perguntamos ao Sr. Stephen Hawking: "Onde vc estava quando tudo isso foi criado?"

terça-feira, 16 de abril de 2013

Conheça o documentário The Drop Box - Vencedor do SAICFF



          The Drop Box é um documentário vencedor do SAICFF, o festival de Cinema Cristão Independente que ocorre anualmente na cidade de San Antonio nos EUA. O interessante na produção é que ela é tão comovente que o próprio diretor se converteu ao evangelho, ao documentar a vida do pastor coreano que cuida das crianças orfãs. Leia a ficha técnica:
Sinopse: "The Drop Box" é um documentário sobre um homem corajoso chamado Pastor Lee Jong-rak, líder da Igreja da Comunidade Jusarang em Seul, na Coréia do Sul. Ele e sua pequena equipe ter tomado em quase três dezenas de crianças durante a última década, os quais foram abandonados por causa de suas deficiências.
Título Original: The Drop Box

Gênero: Documentário
Direção: Brian Ive
Duração: 72 min
Origem: Coréia do Sul/EUA
Tipo: Longa
Ano: 2013


 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Doutrina da Trindade Traz Conforto. (Sinclair Ferguson)


          O Senhor Jesus, na noite em que foi traído fez exatamente o que nós, cristãos contemporâneos, nunca sonharíamos em fazer. O que ele vai dizer para ajudar esses discípulos cercados e amedrontados? E a resposta você pode ver até lendo casualmente João 13 a 17. Ele está ensinando a respeito da Trindade. É isso que ele está fazendo.
          Há referências aleatórias sobre o ministério do Espírito Santo anteriormente no evangelho de João. Há ênfase no ministério do Pai no evangelho de João. Mas é apenas nesta hora de crise, no momento em que eles mais necessitam. É como se Jesus dissesse a eles: “Se é para vocês sobreviverem a este e outros momentos de profunda necessidade, então eu preciso trazê-los a um conhecimento mais profundo de quem Deus é.” E você se lembra como ele disse a eles: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”.
          Mas agora ele começa a desdobrar o glorioso mistério das relações interiores da bendita Trindade. Ele introduz essa maravilhosa triangulação, por assim dizer, do Pai, do Filho e do Espírito Santo, na unidade de sua mútua comunhão interior, e na maneira na qual eles compartilham mutualmente no fortalecimento, no consolo e na redenção do povo de Deus. E derradeiramente na salvação de pecadores por todo o mundo, pois quando o Espírito vem, ele convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.
          Esta é a razão pela qual os cristãos primitivos passavam tanto tempo pensando sobre o que significa Deus ser uma Trindade. Não por eles serem dados à escolástica, mas por terem eles um ardente amor em suas mentes pelo Senhor seu Deus, e eles queriam descrevê-lo biblicamente e corretamente.
          E penso que seria verdadeiro hoje dizer que, para muitos cristãos, a Trindade é a mais especulativa de todas as doutrinas, e, portanto, a mais irrelevante. Enquanto que, para o Senhor Jesus é a menos especulativa de todas as doutrinas, e de longe, a mais relevante e prática. Mas nós não achamos isso a menos que nos debrucemos sobre as Escrituras para buscar o conhecimento de Deus como ele nos revelou em nosso Senhor Jesus Cristo.

Por Sinclair Ferguson. Extraído do site ligonier.org. © Ligonier Ministries. Original: The Doctrine of the Trinity Brings Comfort
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Editora Fiel © Todos os direitos reservados. Website: www.voltemosaoevangelho.com. Original: A Doutrina da Trindade Traz Conforto (Sinclair Ferguson)


Fonte (Leia Mais e Vídeo): http://voltemosaoevangelho.com

sexta-feira, 12 de abril de 2013

CNS repudia prática da internação compulsória e involuntária.


        A internação compulsória de dependentes químicos é assunto polêmico que vem sendo debatido entre profissionais da área de saúde, sociedade civil e gestores públicos. É importante esclarecer a diferença entre internação compulsória e internação involuntária. A primeira é uma medida judicial, já a involuntária é um ato médico que incide sobre um paciente em um momento crítico e se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de outra pessoa.

        O estado de São Paulo vem utilizando o mecanismo da internação compulsória em casos de usuários de drogas que vivem nas ruas. A medida ainda não é consensual, há médicos, gestores, grupos da sociedade e até usuários de drogas que são a favor da prática, outros questionam sua eficácia.

        O tema foi debatido pelo Conselho Nacional de Saúde e como instância máxima de controle social do Sistema Único de Saúde, SUS, se manifesta contrário à medida. Para o CNS, “Longe de expressar a criação de um novo serviço, a ação realizada em São Paulo cria, na prática, um tribunal de exceção que distorce e contraria a lógica dos serviços de saúde, acarretando sérios prejuízos no processo de implantação da rede de serviços territoriais qualificada para atenção aos usuários de álcool e outras drogas”.

        A medida, baseada na Lei número 10.216 de abril de 2001, que dispõe sobre a “proteção e direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental”, afirma que o objetivo das internações previstas é a reintegração social do paciente e só será realizada com a apresentação de um laudo médico. Nela, fica claro também que a internação em sua modalidade compulsória será determinada por um juiz competente.

        A implantação de uma política que cuide dos usuários e suas famílias é defendida pelo conselho, que repudia a prática da internação compulsória e involuntária, deixando claro que estas não se constituem como serviços e têm servido para limpar as cidades e não para cuidar dos usuários. “Reconhecemos que a situação requer cuidados e medidas capazes de promover acesso à cidadania e reafirmamos que o recolhimento forçado viola direitos humanos e sociais. E, o que violenta, não trata nem inclui”, afirma o conselho.

        O CNS faz um convite aos governantes e a sociedade brasileira a trabalharem juntos pela efetivação de políticas sobre drogas no país que assegurem o acesso à cidadania e a superação das fragilidades e sofrimentos decorrentes do uso abusivo de tais substâncias.


          Opinião nossa: Voltamos a afirmar que, enquanto não for declarada uma guerra contra as drogas, especialmente o crack, esse mal vai se proliferar cada vez mais. Políticas públicas tem que ser efetivas, não basta mostrar recursos disponíveis no orçamento e ficar só em reuniões e análises da situação.
          Seja de que maneira for resolvido isso, involuntária ou compulsória, cremos que o atingido pelo vício não tem condições de decidir se quer ou não. Sabemos perfeitamente as consequências do vício, seja a morte do indivíduo ou o crescimento da violência que atingirá os demais cidadãos.

Magno Malta:“remédio contra crack é só Deus de manhã, Jesus ao meio-dia e Espírito Santo a noite”.

O dependente químico recebe apoio espiritual de Magno Malta          A frase de efeito forte, mas verdadeira, é trecho do aparte do senador Magno Malta (PR/ES) no plenário, quando o senador Pedro Simon (PMDB/RS) afirmava que as iniciativas oficiais para conter o avanço do crack no Brasil são insuficientes

          A triste realidade é que não há droga mais destrutiva do que o crack. Ela vicia de imediato! Ela mata! Dezoito por cento dos usuários de crack perdem a vida no período de um ano. A maioria dessas pessoas morre por algum motivo violento ligado ao consumo do crack  e neste cruel quadro tem também o cometimento de crimes por 60% dos usuários.

          Com mais de 30 anos trabalhando na recuperação de dependentes químico no Projeto Vem Viver, em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, senador Magno Malta é considerado autoridade no assunto. “A ciência ainda não descobriu nenhum remédio para cura do viciado, mas eu sei, na prática, que com a minha receita espiritual curamos este diagnóstico: Deus de manhã, Jesus ao meio-dia e Espírito Santo a noite”, ensinou Malta.

          Magno Malta marcou história na presidência da CPI do Narcotráfico quando desmantelou quadrilhas e participou da prisão de narcotraficantes internacionais, como Fernandinho Beira Mar. “Já nesta época que só se falava em maconha e cocaína, eu já previa a chegada de uma droga poderosa para destruir principalmente os jovens. E o crack chegou velozmente para viciar, desorientar, desunir lares e matar”, lamentou Magno, que já recuperou centenas de usuários de vários estados brasileiros.

          Em pronunciamento nesta quinta-feira, o senador Pedro Simon afirmou que as iniciativas oficiais para conter o avanço do crack são insuficientes dada a velocidade com que cresce o consumo da substância no Brasil. O senador lamentou que as iniciativas do governo federal de combate às drogas deixem de fora as pequenas cidades, ressaltando que o crack já é encontrado nesses locais, e não só nos grandes centros, como ocorre com drogas mais caras. Simon chamou a atenção para o maior perigo do crack, que está na rapidez dos seus efeitos e na velocidade com que o vício se estabelece, o que o transforma, em sua avaliação, na droga mais prejudicial.

          Em aparte, senador Magno Malta falou também sobre o problema da dependência de álcool no Brasil e disse que “vivemos em uma sociedade de alcoólatras, com autoridades, de copo cheio na mão, não encontra solução para combater e enfrentar com vontade política o grave problema do avanço das drogas em todas classes sociais. É uma sociedade hipócrita, que bebe, fuma e deixa péssimos exemplos para os mais novos. Só vejo as comunidades terapêuticas, geralmente voluntários, trabalhando corretamente na recuperação de dependentes químicos. Não é brincadeira, mas o único remédio  que eu conheço é Deus de manhã, Jesus ao meio-dia e o Espírito Santo de noite, afirmou Magno Malta no microfone do Senado Federal.

Assessoria de Imprensa

          Opinião nossa: Por acaso, alguém ainda não sabe o poder destrutivo do crack e a velocidade de sua proliferação?
          O que está faltando é a sociedade declarar guerra a esse mal e combater com uma verdadeira força-tarefa. Mas, enquanto isso, as autoridades fingem que estão combatendo e a sociedade finge que acredita.

Moradores de rua recebem tratamento e cursos profissionalizantes.

A internação é voluntária e tem uma média de seis meses de duração.

Homeless Man Counting Money

          Quem diria que um ousado sonho de construir um lugar para moradores de rua seria possível? No começo, poucos acreditaram e muitos criticaram a ideia do pastor Júlio Flávio, mas aquilo que parecia audacioso demais, hoje é resposta para mais de 600 internos (anualmente) na Cidade Refúgio.
          Localizada em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, a unidade terapêutica oferece cursos de qualificação de corte, costura, construção civil, marcenaria, paisagismo, culinária, informática entre outras atividades. Os cursos preconizam a reinserção dos internos na sociedade. A internação é voluntária e tem uma média de seis meses de duração.
          Primeiramente, os interessados se inscrevem no escritório da unidade, depois são submetidos a uma entrevista de triagem. Na sequência passam por outra avaliação da Cidade Refúgio. Assim que iniciam o processo de tratamento, são direcionados a serviços de saúde pública e psicologia.
          Durante a internação, eles realizam atividades domésticas, recebem cursos profissionalizantes e ministração da Palavra de Deus. Adriano Carilli, um dos atendidos pela iniciativa, conta que estava, há aproximadamente quatro meses, sem tomar banho quando chegou à clínica de reabilitação. “Passava por um espelho e virava o rosto, não acreditava que aquela imagem refletida era a minha”, lembra.

cidade refúgio 9






                                Internos da "Casa Refúgio"

          Essa é apenas uma das histórias, dentre centenas que têm sido transformadas, desde a fundação do espaço em 2008. Por enquanto, a unidade auxilia apenas homens entre 18 e 55 anos, mas o alvo é que em breve mulheres e idosos possam ser beneficiados com a clínica.

Como tudo começou

          Em 1997, o Pr. Júlio Flávio, fundador e presidente da Cidade Refugio, juntamente ao grupo de membros da Igreja Batista da Lagoinha saía às ruas durante a madrugada, com a missão de falar a Palavra de Deus para aqueles que ali moravam. Comovido com a situação, Júlio começou a acompanhá-los, levando também alimentos e roupas.
          No ano 2000, Júlio teve a decisão de “sentir na pele” o que os mendigos passam. Ficou três dias e três noites como morador de rua em Belo Horizonte, sentindo frio, fome, medo da violência e pedindo esmola nos sinais. Porém, a maior dificuldade que Júlio conta ter passado, foi o olhar de desprezo e repulsa da sociedade e assim chegou a conclusão de que em cada morador de rua existe decepção, história de abandono e  ausência familiar.

pastor
Pr. Júlio Flávio louva a Deus no terreno onde foi construído a “Cidade Refúgio”

          Então, começou um amor e um desejo muito grande de cuidar dos moradores de rua. Desde então, ele organizou algumas unidades terapêuticas, mas foi em 2007 que iniciou a Associação Projeto Cidade Refúgio.
          A clínica iniciou com uma gestão desvinculada de instituição, sem pertencer a nenhuma denominação específica, com portas abertas para receber o auxílio de todas as igrejas e entidades e desde então tem ajudado centenas de dependentes químicos sem recursos a serem libertos do vício e da vida deliberada.

Mais informações:
(31) 3427-7114 – Cidade Refúgio

:: Érica Fernandes

Fonte: http://www.lagoinha.com

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Presidente da CNBB lembra os 50 anos da encíclica Pacem Terris do Papa João XXIII.

Papa Joao XXIII          Ao dar as boas-vindas aos participantes da 51a assembleia geral da CNBB, nesta quinta-feira, 11 de abril, cardeal dom Raymundo Damasceno Assis lembrou o aniversário de 50 anos de publicação da Encíclica Pacem in Terris do papa João XXIII.

Recorde algumas passagens da Carta Encíclica:

          “A paz na terra, anseio profundo de todos os homens de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus” (n.1).
          “O avanço da ciência e os inventos da técnica demonstram, antes de tudo, a infinita grandeza de Deus, criador do universo e do homem. Foi ele quem tirou do nada o universo, infundindo-lhe os tesouros de sua sabedoria e bondade. Por isso, o salmista enaltece a Deus com estas palavras: "Senhor, Senhor, quão admirável é o teu nome em toda a terra" (Sl 8, 1). "Quão numerosas são as tuas obras, Senhor! Fizeste com sabedoria todas as coisas" (Sl 103, 24). Foi igualmente Deus quem criou o homem à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26), dotado de inteligência e liberdade, e o constituiu senhor do universo, como exclama ainda o Salmista: ‘Tu o fizeste pouco menos do que um deus, coroando-o de glória e beleza. Para que domine as obras de tuas mãos sob seus pés tudo colocaste’ (Sl 8,5-6) (n.3)”
          “Em uma convivência humana bem constituída e eficiente, é fundamental o princípio de que cada ser humano é pessoa; isto é, natureza dotada de inteligência e vontade livre. Por essa razão, possui em si mesmo direitos e deveres, que emanam direta e simultaneamente de sua própria natureza. Trata-se, por conseguinte, de direitos e deveres universais, invioláveis, e inalienáveis”(n.9).
          “Todo o ser humano tem direito natural ao respeito de sua dignidade e à boa fama; direito à liberdade na pesquisa da verdade e, dentro dos limites da ordem moral e do bem comum, à liberdade na manifestação e difusão do pensamento, bem como no cultivo da arte. Tem direito também à informação verídica sobre os acontecimentos públicos”(n.12).
          “Compete outrossim à pessoa humana a legítima tutela dos seus direitos: tutela eficaz, imparcial, dentro das normas objetivas da justiça. Assim Pio XII, nosso predecessor de feliz memória, adverte com estas palavras: "Da ordem jurídica intencionada por Deus emana o direito inalienável do homem à segurança jurídica e a uma esfera jurisdicional bem determinada, ao abrigo de toda e qualquer impugnação arbitrária (n.27)".
          “Todo o cidadão e todos os grupos intermediários devem contribuir para o bem comum. Disto se segue, antes de mais nada, que devem ajustar os próprios interesses às necessidades dos outros, empregando bens e serviços na direção indicada pelos governantes, dentro das normas da justiça e na devida forma e limites de competência. Quer isso dizer que os respectivos atos da autoridade civil não só devem ser formalmente corretos, mas também de conteúdo tal que de fato representem o bem comum, ou a ele possam encaminhar”(n.53).
          “As nações fomentem toda espécie de intercâmbio quer entre os cidadãos respectivos, quer entre os respectivos organismos intermediários. Existe sobre a terra um número considerável de grupos étnicos, mais ou menos diferenciados. Não devem, porém, as peculiaridades de um grupo étnico transformar-se em compartimento estanque de seres humanos impossibilitados de relacionar-se com pessoas pertencentes a outros grupos étnicos. Isto estaria, aliás, em flagrante contraste com a tendência da época atual em que praticamente se eliminaram as distâncias entre os povos. Tampouco se deve esquecer que, embora seres humanos de raça diferente apresentem peculiaridades, possuem, no entanto, traços essenciais que lhes são comuns. Isso os inclina a encontrar-se no mundo dos valores espirituais, cuja progressiva assimilação abre-lhes ilimitadas perspectivas de aperfeiçoamento (N.100)”.
          “Não se deverá jamais confundir o erro com a pessoa que erra, embora se trate de erro ou inadequado conhecimento em matéria religiosa ou moral. A pessoa que erra não deixa de ser uma pessoa, nem perde nunca a dignidade do ser humano, e portanto sempre merece estima. Ademais, nunca se extingue na pessoa humana a capacidade natural de abandonar o erro e abrir-se ao conhecimento da verdade. Nem lhe faltam nunca neste intuito os auxílios da divina Providência. Quem, num certo momento de sua vida, se encontre privado da luz da fé ou tenha aderido a opiniões errôneas, pode, depois de iluminado pela divina luz, abraçar a verdade. Os encontros em vários setores de ordem temporal entre católicos e pessoas que não têm fé em Cristo ou têm-na de modo errôneo, podem ser para estes ocasião ou estímulo para chegarem à verdade”(n.157).
          “Como representante – ainda que indigno – daquele que o anúncio profético chamou o ‘Príncipe da Paz’ (cf. Is 9,6), julgamos nosso dever consagrar os nossos pensamentos, preocupações e energias à consolidação deste bem comum. Mas a paz permanece palavra vazia de sentido, se não se funda na ordem que, com confiante esperança, esboçamos nesta nossa carta encíclica: ordem fundada na verdade, construída segundo a justiça, alimentada e consumada na caridade, realizada sob os auspícios da liberdade”(n. 166).

Papa João XXIII
Roma, 11 de abril de 1963


Flertando com a morte.

Por Hermes C. Fernandes

Nada como a liberdade que a graça nos confere! Mas em nome desta liberdade, muitos aproveitam para dar vasão aos seus apetites carnais. Esquecem-se ou desconhecem a admoestação que diz: “Não useis então da liberdade para dar ocasião à carne” (Gálatas 5:13). Por isso, muitos preferem o controle oferecido no legalismo. Reconhecem os riscos que envolvem a liberdade da graça e preferem evitá-los. É mais fácil proibir, impondo limites e sanções. E assim, todos são mantidos sob as máscaras e algemas de uma religiosidade superficial, desprovida de consciência e senso crítico. 

Apesar de todos os riscos, prefiro a vertigem da liberdade, permitindo assim que o verdadeiro caráter das pessoas se revele, oferecendo ocasião para que Aquele que neles começou a boa obra siga adiante até a sua conclusão. Entretanto, compete-me, como guia do rebanho que me foi confiado pelo Senhor, admoestar, chamar a atenção, atiçar a consciência daqueles que não estão acostumados à tanta liberdade, evitando, assim, que se afastem do propósito de Deus para as suas vidas. 

Não brinquem com coisa séria! Este mundo não é um playground! Estamos caminhando em terreno minado. Há armadilhas em toda a parte. No dizer de Pedro, “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe. 5:8). Antes fosse o diabo nosso maior problema! Bastaria que nos sujeitássemos a Deus, resistíssemos o diabo, e ele, certamente, fugiria de nós. Pelo menos, é o que nos garante a Palavra (Tg. 4:7).
 
Todavia, nosso maior problema não está fora de nós, mas em nossa própria natureza. Na faculdade em que o diabo se formou, somos PhD. Sequer precisamos dele para sermos maus. Já há malignidade suficiente em nossa carne, a ponto de Paulo confessar: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Rm. 7:18a). Portanto, em se tratando de diabisse, o diabo é totalmente dispensável. Os piores ‘demônios’ habitam nossas pulsões e são alimentados pela cobiça dos nossos olhos e pela soberba de nossos corações. Para livrar-nos deles, temos que matá-los, deixando de alimentá-los. Infelizmente, preferimos alimentá-los a pão de ló, como se fossem nossos bichinhos de estimação. Paulo diz que devemos exterminar nossas inclinações carnais (Col. 3:5). Outras traduções dizem “mortificai”, ou “fazei morrer”.
 
Não será com medidas ascetas como autoflagelação, prolongados jejuns, que lograremos êxito em nossa luta contra tais inclinações carnais. Devemos, tão-somente, deixar de alimentá-las. E como fazemos? Quando se trata do diabo “em carne e osso”, a orientação bíblica é que o resistamos para que ele fuja de nós. Mas quando se trata do inimigo que trazemos em nós mesmos (carne), nós é que temos que fugir. Não adianta tentar resisti-lo. Por isso, Paulo é incisivo com seu jovem discípulo Timóteo: “Foge das paixões da mocidade” (2 Tm.2:22). Ninguém é mais tentado do que o jovem. Soma-se a curiosidade aguçada típica da idade aos hormônios à flor da pele. Se pudéssemos, colocaríamos nossos filhos dentro de uma redoma, a fim de protegê-los das investidas do mundo. Mas já que isso não nos é possível, devemos alertá-los para os riscos que correm ao transitar pelos terrenos minados do mundo. 

Fugir das paixões é driblar as pulsões que latejam dentro de nosso próprio corpo. Mas não para aí... Temos que evitar ambientes e relacionamentos que sejam nocivos à nossa comunhão com Deus, porquanto estimulem tais paixões em nós. Não basta fugir do mal. Devemos fugir “de toda a aparência do mal” (1 Ts.5:22). Há ambientes carregados de lascívia que instigam o pior que há em nossa natureza. Fuja deles! Desvie-se de amizades que te induzem a frequentá-los. 

Alguns alegam que sabem quando parar. Dão corda até chegarem bem próximos ao abismo e aí... freiam. Ainda que nosso freio esteja em perfeito estado, a pista é escorregadia; o carro vai derrapar e precipitar-se no abismo. É besteira confiar em sua carne. Nenhum condicionamento religioso vai te livrar de cair em tentação. Por isso, Jesus nos ensinar a orar para que não “caiamos” em tentação, mas também nos ensinar a vigiar para que não “entremos” em tentação. 

Repare nisso:
“E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.” Mateus 6:13
 “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41 

É perda de tempo orar para não cair, mas não vigiar para evitar entrar em tentação. Quando é que entramos em tentação? Quando nos expomos desnecessariamente à tentação. É a isso que a Bíblia chama de “tentar ao Senhor”. Testar seus limites implica querer tentar ao próprio Deus. Lembre-se de que Deus não se deixa tentar (Tiago 1:13). Mantenha sua carne com rédeas curtas. Não se exponha! Não cutuque a onça com vara curta! Mesmo quando expostos, Deus invariavelmente nos envia um escape. Pena que, geralmente, nós o negligenciamos e depois acusamos a Deus de permitir que fôssemos tentados além de nossas forças. Se considerarmos que a Palavra de Deus não mente, não podemos recorrer a este tipo de desculpa. 
 “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” 1 Coríntios 10:13
Por mais que a carne seja fraca, o espírito é forte. Sorte a nossa! Além do mais, o escape sempre aparece a tempo. Basta prestar a devida atenção. É como aquelas placas de “saída” nos lugares fechados. Em caso de incêndio, corra! Ademais, “o Senhor sabe livrar da tentação os piedosos” (2 Pe. 2:9). 

Portanto, jamais culpe a Deus. Nem tome o diabo como bode expiatório. A responsabilidade de nossos atos pertence única e exclusivamente a nós. Que não sejamos como os que “ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas creem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam” (Lucas 8:13).
 
 

Você é um favorito de Deus.

          “Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas.” ( Salmos 17.8)

          O que significa favorito? Quer dizer ser amado com preferência, preferido, predileto. Significa desfrutar de atenção especial, de uma afeição especial e de tratamento preferencial, mesmo sem merecer. Não há nada em você ou em mim, ou em nenhuma outra pessoa, que pode fazer de nós um dos favoritos de Deus. Ele nos acolheu para este lugar de honra e afeto por um ato de Sua soberana graça. Tudo que podemos fazer é receber Seu dom gracioso numa atitude de gratidão e humildade.
          Mas quando falo sobre ser favorito de Deus, é preciso deixar algo bem claro. Porque Deus é o Deus de toda a criação e porque Ele tem um relacionamento pessoal com cada um de Seus filhos, Ele pode dizer a cada um de nós ao mesmo tempo, e dizê-lo com sinceridade: “Você é a menina dos Meus olhos: você é Meu filho favorito.” Demorou um bom tempo até que eu pudesse compreender essa verdade. De fato, no início eu tinha medo de acreditar nela. Era difícil me imaginar como uma favorita de Deus, mesmo sendo isso que Ele dizia que eu era.
          Então comecei a perceber que é isso que Ele diz a cada um de Seus filhos. Ele quer dizer isso a qualquer pessoa que acredite, aceite e caminhe nessa verdade. Deus garante a cada um de nós que somos Seus filhos favoritos porque ele quer que estejamos seguros de quem somos em Cristo Jesus, para que tenhamos a confiança e garantia que precisamos para trilhar vitoriosamente esta vida e atrair outros para compartilhar conosco de Sua maravilhosa graça.
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Fonte: http://www.lagoinha.com (Devocionais Joyce Meyer)