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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A Igreja e Meio Ambiente.

          Cremos que um dos papéis da igreja moderna é o de conscientizar as pessoas da necessidade de conservação do nosso planeta, uma vez que fomos colocados aqui para dele cuidar e guardar, como mordomos fiéis.
          Porém, pelo visto, nós próprios já pressentimos que não podemos cumprir esse papel, uma vez que já estamos em busca de um novo planeta para morar, entre os cerca de 54 candidatos já catalogados.
          O mais recente é o Kepler-22b, conforme recentemente anunciado, localizado entre as constelações de Cisne e Lira, orbitando uma estrela tipo G, semelhante ao Sol, o que aumenta as chances de existência de vida. O problema é que ele está a 5,68 quatrilhões de quilômetros da Terra, o equivalente a 140 bilhões de voltas sobre a linha do Equador ou 380 mil viagens entre a Terra e o Sol.
          Bem, enquanto isso, as geleiras do Himalaia diminuíram 21% no Nepal e 22% no Butão nos últimos 30 anos e os países não chegam a um acordo sobre o aquecimento global.
          Veja reportagem abaixo:


Compromisso distante

Países ricos e emergentes aceitam assumir metas contra o efeito estufa, mas conferência do clima deixa novo tratado para 2020

          Diante da perspectiva de mais um fracasso nas discussões sobre o clima, comemorou-se com renovado otimismo a notícia de que países ricos e emergentes, reunidos na África do Sul, concordaram em trabalhar por um tratado com metas obrigatórias para reduzir a emissão de gases estufa.
          Foi a primeira vez que representantes do mundo desenvolvido e em desenvolvimento aceitaram caminhar juntos no esforço de diminuir a influência da atividade humana sobre a elevação da temperatura do planeta.
          Até aqui, prevalecia entre os governos de países emergentes o entendimento de que apenas os mais ricos, cujo processo de industrialização se fez à custa de alto passivo ambiental, deveriam comprometer-se com a redução de emissões. Nações ainda em busca de melhores condições materiais não deveriam correr o risco de retardar seu crescimento em nome da solução de problemas ambientais criados pelas economias industrializadas.
          Embora o argumento faça sentido, é difícil aceitar a ideia de que os chineses, por exemplo, que se tornaram, em termos absolutos, o maior emissor de gases estufa do mundo, possam ser dispensados de obrigações ambientais.
          Foi a posição da China, aliás, o principal argumento do Senado norte-americano para não ratificar o Protocolo de Kyoto, em 2009.
          A boa notícia que vem do encontro, portanto, é a disposição, declarada por todos, de assumir compromissos "com força de lei". A má é que prevaleceu a decisão -defendida, entre outros, pelo governo brasileiro- de empurrar o acordo para 2020.
          Antes dessa data, nada de efetivo deverá ser implementado. Os principais poluidores estarão livres para prosseguir com os níveis de emissão praticados hoje.
          De mais sólido, a cúpula apresentou um texto de página e meia, intitulado "Plataforma de Durban", que propõe um cronograma para o tratado: começará a ser definido em 2015 e deverá entrar em vigor até cinco anos depois.
          Aprovou-se, também, sem detalhes acerca das fontes e das regras de contribuição, o chamado Fundo Verde do Clima, com a promessa de reunir US$ 100 bilhões anuais para financiar a adaptação dos emergentes aos futuros padrões de emissão.
          Diante de promessas que parecem auspiciosas, mas pouco palpáveis, resta a expectativa de que nos próximos anos pressões e iniciativas locais possam preencher o vazio da regulação internacional.
          Foi o que aconteceu, aliás, no Brasil, quando a candidatura da ex-ministra Marina Silva às eleições presidenciais de 2010 precipitou mudanças na atitude do governo federal. Diante das repercussões do discurso verde, amplificadas pela realização da conferência de Copenhague, Brasília logo migrou do desenvolvimentismo "chinês", defendido pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para uma linha mais flexível, com a adoção de compromissos voluntários.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Reflexão do dia.

          "Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram." Lucas 12.35-36

          Esperar por Jesus também inclui vigilância. Pois só assim estaremos de fato esperando por Ele. Há muitos anos atrás, devido ao meu ministério, muitas vezes, eu chegava tarde em casa. Às vezes, era madrugada quando eu finalmente retornava. Mas minha esposa sempre estava esperando por mim. Já de longe eu via que a luz estava acesa. Uma pessoa que espera pelo Senhor Jesus é também um missionário ardente. Por isso, o Senhor diz: "...estejam... acesas as vossas candeias." Estai prontos para a viagem, cingi vossos corpos! Esperando por Ele somos firmados na Sua maravilhosa obra de salvação: "...assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação."
          Em outras palavras, esperar por Jesus para salvação está intimamente relacionado com a Sua primeira vinda, quando Ele carregou os nossos pecados. Quanto mais nos identificarmos com Ele, nos aproximando de Sua morte na cruz, tanto mais viveremos na esperança de que Ele em breve virá. Cruz e coroa se unem!

Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Fonte: Mensagem recebida por e-mail de: ministerio.de.homens.ibf@gmail.com (Ministério de Homens, da Igreja Batista Filadélfia, do Guará, Brasília - DF)
 

Liturgia Dominical - 3º Domingo do Advento.

11/12/2011 - 3º Domingo do Advento

Evangelho

1ª leitura: Is 1, 2a, 10, 11
2ª leitura: 1 Ts 5.16-24
Evangelho: Jo 1.6-8,19-28

A testemunha não é o Salvador

6 Apareceu um homem enviado por Deus, que se chamava João. 7 Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas apenas a testemunha da luz.
-* 19 O testemunho de João foi assim. As autoridades dos judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntarem a João: «Quem é você?» 20 João confessou e não negou. Ele confessou: «Eu não sou o Messias.»
21 Eles perguntaram: «Então, quem é você? Elias?» João disse: «Não sou.» Eles perguntaram: «Você é o Profeta?» Ele respondeu: «Não.» Então perguntaram: 22 «Quem é você? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. Quem você diz que é?» 23 João declarou: «Eu sou uma voz gritando no deserto: ‘Aplainem o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías.»
24 Os que tinham sido enviados eram da parte dos fariseus. 25 E eles continuaram perguntando: «Então, por que é que você batiza, se não é o Messias, nem Elias, nem o Profeta?» 26 João respondeu: «Eu batizo com água, mas no meio de vocês existe alguém que vocês não conhecem, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço nem sequer desamarrar a correia das sandálias dele.»
28 Isso aconteceu em Betânia, na outra margem do Jordão, onde João estava batizando.

* 1,1-18: O Prólogo de João lembra a introdução do Gênesis (1,1-31; 2,1-4a). No começo, antes da criação, o Filho de Deus já existia em Deus, voltado para o Pai: estava em Deus, como a Expressão de Deus, eterna e invisível. O Filho é a Imagem do Pai, e o Pai se vê totalmente no Filho, ambos num eterno diálogo e mútua comunicação.
          A Palavra é a Sabedoria de Deus vislumbrada nas maravilhas do mundo e no desenrolar da história, de modo que, em todos os tempos, os homens sempre tiveram e têm algum conhecimento dela.
          Jesus, Palavra de Deus, é a luz que ilumina a consciência de todo homem. Mas, para onde nos conduziria essa luz? A Bíblia toda afirma que Deus é amor e fidelidade. Levado pelo seu imenso amor e fiel às suas promessas, Deus quis introduzir os homens onde jamais teriam pensado: partilhar a própria vida e felicidade de Deus. E para isso a Palavra se fez homem e veio à sua própria casa, neste seu mundo.
          A humanidade já não está condenada a caminhar cegamente, guiando-se por pequenas luzes no meio das trevas, por pequenas manifestações de Deus, mas pelo próprio Jesus, Manifestação total de Deus. Com efeito, Jesus Cristo, que é a luz, veio para tornar filhos de Deus todos os homens. Um só é o Filho, porém, todos podem tornar-se bem mais do que filhos adotivos: nasceram de Deus.
Deus tinha dado uma lei por meio de Moisés. E todos os judeus achavam que essa lei era o maior presente de Deus. Na realidade, era bem mais o que Deus tinha reservado para todos. Porque Jesus, o Deus Filho, o verdadeiro e total Dom do Pai, é o único que pode falar de Deus Pai, porque comunica o amor e a fidelidade do Deus que dá a vida aos homens.

* 19-28: Quando João Batista começou a pregação, os judeus estavam esperando o Messias, que iria libertá-los da miséria e da dominação estrangeira. João anunciava que a chegada do Messias estava próxima e pedia a adesão do povo, selando-a com o batismo. As autoridades religiosas estavam preocupadas e mandaram investigar se João pretendia ser ele o Messias. João nega ser o Messias, denuncia a culpa das autoridades, e dá uma notícia inquietante: o Messias já está presente a fim de inaugurar uma nova era para o povo.
          Messias é o nome que os judeus davam ao Salvador esperado. Também o chamavam o Profeta. E, conforme se acreditava, antes de sua vinda deveria reaparecer o profeta Elias.
          João Batista é a testemunha que tem como função preparar o caminho para os homens chegarem até Jesus. Ora, a testemunha deve ser sincera, e não querer o lugar da pessoa que ela está testemunhando.

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

Comentário

Alegria: o Senhor está no meio de nós

          No domingo anterior vimos a figura de João Batista, como a apresenta o evangelho de Mc. Hoje, no evangelho, podemos ver como o evangelista João interpreta a figura do Batista, não mais caracterizada pelo tema da conversão, mas pelo do testemunho. No evangelho de Mc, centrado sobre Jesus que proclama a chegada do Reino de Deus, o Batista é o profeta escatológico, o novo Elias, que deve preparar os corações para que, mediante a conversão, participem do Reino. A visão do evangelho de João é um tanto diferente. O conceito do “Reino” falta praticamente em Jo (é substituído pelo de “vida eterna”). Jo evita a historização do Reino; o Reino (de Jesus) não é deste mundo (Jo 18,36). Deus não se manifesta naquilo que o mundo chama de “reino”, mas em Jesus mesmo (14,9). Escrevendo num outro contexto, Jo evita os tradicionais conceitos apocalípticos: o reino, o profeta do Fim etc.
          Por isso, em Jo 1,19-21, o Batista recusa os traços de sabor apocalíptico, por exemplo, do novo Elias, que os outros evangelhos lhe atribuem. Ele não é um personagem apocalíptico, ele é a “voz de quem grita no deserto” (cf. Is 40,3; Jo 1,22-23), uma testemunha (lo 1,6-8.19.34; 3,26; 5,33).
          Ele não é a luz do mundo, que é Jesus (1,6-8 8,12; 9,5), mas apenas uma lâmpada provisória (5,35). Seu batismo não é propriamente uma atuação escatológica, mas um sinal que aponta para o Enviado de Deus, o qual está, desconhecido, no meio do mundo (1,26). E, de fato, na continuação do texto, o Batista vai mostrar a seus discípulos Jesus como o Cordeiro de Deus (1,29.36, cf. 3,30).
          A Luz que o Batista aponta está no mundo, mas o mundo não a quer conhecer (1,5.9-11). A parcela incrédula do mundo gosta de ficar nas trevas (3,19-20), cega (9,39-41). Se, portanto, o Batista aponta essa Luz como estando presente, desconhecida, no meio de nós (1,26), ele não apenas quer dizer que (ainda) não tivemos a chance de descobri-la, mas sugere que é preciso querer descobri-la. Para poder ver é preciso querer ver. Assim, o evangelho de hoje desperta em nós a necessidade de uma decisão pelas palavras do Batista: “No meio de vós está quem vós não conheceis”, somos convidados a querer descobri-lo, dilatando nosso coração em alegria.
          A liturgia de hoje está banhada na alegria (é o antigo domingo “Gaudete”). Alegria do antigo povo de Israel, que, de volta do exílio, mas ainda não bem estabelecido, espera dias melhores para breve; pois o profeta lhe é enviado com uma missão particular do Senhor (isto significa sua unção, Is 61,1) anunciar a boa-nova da perfeita restauração da paz e justiça, ao povo oprimido: os pobres, os cativos, os sofridos; proclamar um ano de graça, isto é, um ano sabático ou um jubileu, instituições de Israel para restabelecer, na sociedade, chances iguais para cada um (devolução das terras hipotecadas, libertação dos escravos etc.). A perspectiva de tal restauração da harmonia (não temos conhecimento de que ela foi jamais realizada) provoca no profeta um grito de júbilo, como de um noivo ou noiva preparando-se para as núpcias. A justiça de Deus (a ordem sonhada por Deus) tornar-se-á coisa tão natural e cotidiana, tão vital e promissora quanto o germinar das frutas da terra. A liturgia completa este “Magnificat do Antigo Testamento” (Is 61,10-11; 1ª leitura) com o do N.T., que é o canto responsorial de hoje. Surge, destes textos, a imagem do Deus Libertador, que se dirige, em primeiro lugar, aos que mais esperam: os pobres e humildes. Nestes vive o desejo que permite reconhecer as maravilhas do Senhor.
          Também na 2ª leitura vibra a alegria, por uma razão mais profunda ainda: o que Deus quis, afinal, com Jesus Cristo e sua obra, é que sempre possamos estar alegres e agradecer-lhe (1Ts 5,16). Ver-nos felizes, eis o desejo de Deus, ao qual nós respondemos por nosso desejo de vê-lo. Por isso, devemos deixar-nos animar sem cessar por seu Espírito. Na Igreja de Paulo, este Espírito era visível nos carismas. “Não apagar o Espírito” não significa, apenas, guardar vivo o fogo interior, mas também respeitar e incentivar a ação visível do Espírito na atuação carismática dos fiéis. Daí: não desprezar as profecias; antes, ponderar a avaliar tudo e ficar com aquilo que serve. E conservar sua integridade, sua “inteireza”, pois tudo em nós deve ser santo quando vier o Senhor. Ele, por sua parte, não falhará; ele é fiel.
          A oração do dia pede que possamos chegar às alegrias (eternas) da salvação e também celebrá-las, desde já, na liturgia. Ora, a liturgia é o momento de moldar a espiritualidade de nossa vida cotidiana. A alegria que ela celebra não é um parêntese em nossa vida, e sim, a manifestação do tom fundamental, o “baixo contínuo” de nossa vida. Articulando em hino e louvor o que vive no fundo de nosso coração e de nossa comunidade, a liturgia nos chama a uma autêntica vivência daquilo que ela articula. Se não formos capazes de participar do “Gaudete” de hoje, esticando nosso pescoço no alegre desejo de ver Aquele que está no meio de nós, alguma coisa não está certa em nós.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Mensagem

Alegria por causa de Deus, escondido, mas próximo

          Em meio ao estresse de uns e a miséria de outros faz bem ouvir uma mensagem de alegria: “Transbordo de alegria por causa do Senhor... Como a terra produz a vegetação e o jardim faz brotar suas sementes, assim o Senhor fará brotar a justiça e a glória diante de
todas as nações”. Este trecho, o “Magnificat do Antigo Testamento”, é a expressão de um povo que acredita na sua renovação, porque Deus está aí (1ª leitura).
          Geralmente as pessoas têm medo da presença de Deus (cf. Is 6,5). Foi preciso que Deus se desse a conhecer de maneira diferente para que superássemos esse medo. Mas esse “Deus diferente” estava escondido. Quem nos prepara para a descoberta é João Batista, hoje apresentado na ótica do Evangelho de João. Ele não é a luz, mas vem testemunhar da luz (Jô 1,6-8). Ele não é o Messias, nem o Profeta (novo Moisés), nem Elias (1,21). Ele se identifica com a voz que convida o povo a preparar uma estrada para a chegada do Senhor (1,23, cf. Is 40,3). E anuncia: “No meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, e do qual não sou digno de desatar a correia da sandália” (1, 26-27). Naquele que o Batista anuncia manifesta-se que Deus está perto de nós, não como realidade assustadora, mas como pessoa humana que nos ama com tanta fidelidade que dá até sua vida por nós. Não é essa uma razão de alegria? Alegria contida, pois sabemos quanto custou a Jesus manifestar a presença de Deus desse jeito...
          Por que Deus não veio logo com todo o seu poder? Deus prefere ficar escondido. É discreto. Quer deixar espaço para nós, para construirmos a História que Deus nos confia. Discretamente assim, quer participar ativamente de nossa história, em Jesus, para que aprendamos a fazer a história do jeito dele. E esse jeito se chama shalom: paz e felicidade. Lembrando a vinda de Jesus ao mundo, celebramos a presença discreta de Deus em nossa história. Que significa “alegria” no mundo de hoje? Réveillon num restaurante cinco estrelas?
          Bem diferente é a imagem que surge da 2ª leitura: “Estai sempre alegres, orai sem cessar, por tudo daí graças. Não apagueis o Espírito....”As primeiras comunidades cristãs viviam na espera da volta gloriosa de Jesus para breve. Eram animadas pelo Espírito de Deus, que os fazia até falar profeticamente. Por isso era preciso “examinar e ficar com o que fosse bom” (5,19), pois havia também “profetas confusos”, como hoje... Mas o importante era que reinasse a alegria por causa da proximidade do Senhor. Deus mesmo quer nos aperfeiçoar e santificar e não desiste: “Quem vos chamou é fiel: ele o fará” (5,24). A alegria é saber-se aceito por Deus, como a amada pelo amado (cf. 1ª leitura).
          Talvez esta imagem da alegria não convença todos. É pouco publicitária... Ora, este terceiro domingo do Advento chama-se pela primeira palavra da antiga antífona em latim, “Gaudete”, “Alegrai-vos”. Se não formos capazes de participar dessa alegria, esticando o pescoço no alegre desejo de ver aquele que está discretamente presente no meio de nós, alguma coisa não está certa...

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

Cartas do Pr. Dave Roberson - Novembro de 2011.

Ministério Ana Maria Dias
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Fone/Fax: (11) 4191-6425 minamd.org.br

DAVE ROBERSON
Novembro – 2011

Querido Amigo,

          Mês passado tivemos a Conferência de Oração e Poder em Tulsa, Oklahoma, EUA; recebemos muitos visitantes de outras cidades e países. Sempre aguardamos ansiosos por esses cultos e fomos muito abençoados pela presença dos que puderam vir. Mas queremos que você saiba que mesmo se você não pode vir, você continua sendo insubstituível no Corpo de Cristo e um membro muito valioso na família de Deus.
          Durante a conferência, ouvimos diversos ministros compartilharem a mente de Deus para essa geração de crentes, e sobre as estratégias do inimigo nesses últimos dias, assim como o avivamento alimentado pelo derramamento do amor de Deus e a verdade da graça de Jesus Cristo. Quero falar sobre algumas das coisas que Deus enfatizou naquela semana, pois creio que serão uma fonte de encorajamento para os que não puderam vir e um bom lembrete para os que puderam.
          Um dos pontos que Deus ressaltou foi a importância de fazer a “mensagem” – a mensagem por inteiro: orar em línguas, jejuar, meditar na Palavra, confessar a Palavra, adorar a Deus, esperar em Deus e colaborar com o Espírito Santo. Essas chaves fundamentais formam o que o “The Family Prayer Center” chama de “mensagem da comunhão”. Essas chaves não devem substituir nosso relacionamento com Deus; elas são apenas ferramentas que usamos para nossa transformação na imagem de Cristo. Assim, nos tornaremos filhos e filhas de Deus que são maduros para receber a plenitude do amor com o qual nosso Pai sempre nos amou. Através dessas chaves, mortificamos a natureza carnal, renovamos nossa mente com a verdade da Sua Palavra e entramos com toda humildade e confiança na Presença Dele.
          Se você foi chamado para ministrar em um púlpito ou para ser a luz de Deus na sua casa, seu primeiro chamado é conhecer a Deus, e a melhor forma de fazer isso é passar tempo em comunhão com Ele. Quando você jejua, confessa a Palavra ou adora a Deus, você dá ao amor Dele um caminho para poder operar através de você. Nesse amor está o avivamento que buscamos – um avivamento fundado e direcionado pela manifestação do Seu amor na terra. É isso que essa mensagem da comunhão faz – ela faz com que o amor de Deus flua em nós e através de nós para tocar os outros.
          Ainda me lembro perfeitamente da visão que tive um dia de uma grande porta de cofre que se abriu o suficiente para que o amor de Deus inundasse tudo o que estava do lado de fora. A porta abriu apenas um pouquinho, mas o amor que transbordou por detrás dela me afetou tanto que tudo o que eu conseguia fazer nos meus cultos por muito tempo foi chorar. Não importava o quanto eu tentasse, não conseguia encontrar palavras para explicar o amor que senti.
          Nessa visão, tive uma olhadela do amor que Deus é e que Ele tem pelas pessoas; isso mudou permanentemente a maneira com que me aproximo Dele e oro pelas pessoas. Acima de tudo, agora sei que Ele é meu Pai e tudo o que Ele faz é por amor, pois ELE É AMOR. Essa olhadela mudou minha vida para sempre. O que você acha que vai acontecer quando essa porta se abrir completamente e entrarmos na plenitude do amor Dele?
          Deus nos avisou mais de uma vez durante a conferência que o maior perigo que existe em conhecer Deus está nessa porta do amor. É nessa porta que o inimigo lança todo o inferno na forma de perseguições, aflições e cuidados desse mundo, com o intuito de nos impedir de entrar no fruto do nosso relacionamento com nosso Pai. Se esses ataques não funcionam, o diabo usa o engano das riquezas e o desejo por outras coisas para nos impedir de seguir em frente.
          Deus está nos avisando que estamos prestes a dar um passo onde muitos já falharam, mas esse aviso é prova da operação da Sua graça – uma resposta antes mesmo de pedirmos ajuda! A nossa vitória está Nele, assim como nossa força, sabedoria e entendimento. Deus nos deu todo o conselho para dar esse próximo passo em Seu amor, sem medo e sem tropeço: CONTINUE FAZENDO A MENSAGEM DA COMUNHÃO COMO NUNCA! Podemos pegar e usar as chaves fundamentais que o Espírito Santo tem ministrado fielmente em nossas vidas, linha sobre linha.
          Já compartilhei minhas experiências em diversos cultos por todo o mundo sobre como passar muito tempo orando em línguas pode mudar sua vida. Mas essa oração não pode fazer o que a adoração pessoal faz; e nem a confissão da Palavra pode fazer o que o jejum faz; esperar em Deus não faz o que a meditação na Palavra faz ou o que colaborar com o Espírito Santo faz. Cada uma dessas chaves produz um tipo diferente de mudança em sua alma e maturidade no seu espírito que Deus usa – é ai que está a sua parceria com o Espírito Santo.
          Permita que o Mestre de todos os mestres o guie a praticar essas chaves. Deixe-o edificar você no fundamento sólido da verdade. Peça que Ele o ajude a se estabelecer em períodos contínuos de comunhão com seu Pai. Você encontrará segurança, paz e realização em seu caminhar como nunca; tudo o que você fizer será um fruto do seu relacionamento com Ele.
          Existe uma graça disponível para que você conheça Deus na plenitude do Seu amor e graça, apenas porque você é parte da família Dele. Não desista do dom de revelação da oração em línguas. Não se esqueça de meditar na Palavra. Não pare de adorar o seu Pai Celestial ou de passar qualquer outro momento de comunhão com Ele. Faça a mensagem que permite que o amor de Deus colha o mundo nesses últimos dias.
          Eu acredito em você e creio que você vai terminar o seu percurso com sucesso!

Seu colaborador,
DAVE ROBERSON

Profecia Recebida no “The Family Prayer Center” Tulsa, Oklahoma

2 de Outubro de 2011 – Você verá muitos serem resgatados das trevas

          Ele deu a instrução de não deixarmos de nos reunir, pois a Palavra, a força e o mover do Espírito é o que precisamos para nos edificar e estarmos sempre prontos para qualquer coisa que o diabo ou que as circunstâncias queiram lançar contra nós. Ele disse: A verdade é que você pode andar nessas coisas porque você quer. É isso o que Eu faço com os que se tornam mais poderosos na Minha Presença – Eu envio você para lutar onde outros falharam.
          Seja forte e saiba que Eu tenho um plano. Eu desejo que nenhum homem se perca. Seja forte, pois Eu sou a sua Força, e quando Eu sou a sua força você pode ser forte. Entenda isso: não sou Eu que estou impedindo a sua capacitação ou retendo os dons e unções. Quando essas coisas são liberadas, Eu as colho – não estou impedindo nada.
          As pessoas deixam que as coisas as destruam, mas nesses ensinos e na Presença do que vai acontecer nessa geração, você verá muitos serem resgatados das trevas. Tome posse do que Eu tenho para essas pessoas e seja vitorioso nesses últimos dias da grande colheita.

Fonte: www.minamd.org.br

domingo, 11 de dezembro de 2011

Compromisso da Cidade do Cabo - Parte 4.

3. Nós amamos o Deus Pai

Através de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e sendo ele o único caminho, a verdade e a vida, viemos a conhecer e a amar a Deus como Pai. Quando o Espírito Santo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus, então clamamos as palavras que Jesus orou “Aba Pai” e oramos a oração que Jesus ensinou, o “Pai Nosso”. Nosso amor por Jesus, comprovado pela nossa obediência a ele, vai ao encontro do amor do Pai por nós quando o Pai e o Filho fazem morada em nós, em uma troca mútua de amor. Esta relação íntima tem profundas bases bíblicas.

A) Nós amamos a Deus como o Pai do seu povo. O Israel do Antigo Testamento conhecia a Deus como Pai, como aquele que os trouxe à existência e que os guiou, disciplinou e chamou à obediência; Pai daqueles cujo amor desejou e por quem demonstrou perdão, compaixão e amor paciente e inabalável. Todas essas coisas permanecem verdadeiras para nós, como povo de Deus em Cristo, em nosso relacionamento com nosso Deus Pai.

B) Nós amamos a Deus como o Pai, que tanto amou o mundo que deu Seu único Filho pela nossa salvação. Quão grande é o amor de Deus para conosco, ao ponto de sermos chamados filhos de Deus. Quão imensurável é o amor de Deus, que não poupou seu único Filho, antes o deu por todos nós. Este amor do Pai ao entregar o Filho, foi refletido pelo amor abnegado do Filho. Houve completa concordância de decisão entre o Pai e o Filho na obra de expiação que realizaram na cruz por meio do Espírito eterno. O Pai amou o mundo e deu seu Filho; “o Filho de Deus me amou e se entregou por mim”. Esta unidade entre o Pai e o Filho, confirmada pelo próprio Jesus, encontra eco na saudação tão repetida de Paulo: “graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo por nossos pecados...de acordo com a vontade do nosso Deus e Pai, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém”.

C) Nós amamos a Deus como o Pai cujo caráter refletimos e em cujo cuidado confiamos. No Sermão do Monte, Jesus aponta repetidamente para nosso Pai celestial como modelo ou foco de nossa ação. Devemos ser pacificadores, como filhos de Deus. Devemos praticar boas obras, para que nosso Pai receba o louvor. Devemos amar nossos inimigos refletindo o amor paternal de Deus. Devemos exercer a prática de dar, orar e jejuar somente diante dos olhos do Pai. Devemos perdoar aos outros como nosso Pai nos perdoa. Não devemos viver ansiosos, mas confiar na provisão do nosso Pai. Com este tipo de comportamento, decorrente do caráter cristão, faremos a vontade do nosso Pai no céu, nos limites do reino de Deus.

Confessamos que, com frequência, temos negligenciado a verdade da Paternidade de Deus e nos privado das riquezas do nosso relacionamento com ele. Renovamos nosso compromisso de vir ao Pai através de Jesus, o Filho: para receber e responder ao seu amor Paternal; para viver em obediência à sua disciplina Paternal; para refletir seu caráter Paternal em nosso comportamento e em todas as nossas atitudes; e para confiar na sua provisão Paternal em qualquer circunstância para a qual ele nos guie.

Fonte: www.lausanne.org

sábado, 10 de dezembro de 2011

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 – 2015) - Parte 4.

6. A recente Exortação Apostólica Pós-sinodal Verbum Domini proclama, com toda clareza, que Deus nos fala, comunica-se conosco por meio de sua Palavra que é Jesus Cristo, Verbo feito carne. “Como nos mostra claramente o Prólogo de João, o Logos indica oginariamente o Verbo eterno, ou seja, o filho unigênito, gerado pelo Pai antes de todos os séculos e consubstancial a Ele: o Verbo estava junto de Deus, o Verbo era Deus. Mas este mesmo Verbo – afirma São João – ‘fez-se carne’ (Jo 1,14); por isso Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, é realmente o Verbo de Deus que Se fez consubstancial a nós. Assim a expressão ‘Palavra de Deus’ acaba por indicar aqui a pessoa de Jesus Cristo, Filho eterno do Pai feito homem”.

7. Jesus Cristo é Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, manifestação plena do amor radical, que se entrega pelos pecadores (cf. Rm 5,8). Seu desejo de salvação não é simplesmente aguardar os que O buscam. Jesus Cristo é incessante e eterna entrega, dom de si para o outro. É contínuo convite aos discípulos missionários e, por meio deles, a toda a humanidade para segui-lo, em meio a diferenças e desencontros. O encontro com Jesus Cristo é acolhimento da graça do Pai que, pela força do Espírito, revela o Salvador e atua, no coração de cada pessoa, possibilitando-lhe esta resposta.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Liturgia Dominical - 2º Domingo do Advento.

04/12/2011 - 2º Domingo do Advento/Ano B

Evangelho

1ª leitura: Is 40.1-5,9-11
2ª leitura: 2 Pe 3.8-14
Evangelho: Mc 1.1-8

O anúncio da chegada do Messias

1* Começo da Boa Notícia de Jesus, o Messias, o Filho de Deus.
2* Está escrito no livro do profeta Isaías: “Eis que eu envio o meu mensageiro na tua frente, para preparar o teu caminho.
3 Esta é a voz daquele que grita no deserto: Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas!”
4 E foi assim que João Batista apareceu no deserto, pregando um batismo de conversão para o perdão dos pecados.
5 Toda a região da Judéia e todos os moradores de Jerusalém iam ao encontro de João. Confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão.
6 João se vestia com uma pele de camelo, usava um cinto de couro e comia gafanhotos e mel silvestre.
7 E pregava: “Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias. 8 Eu batizei vocês com água, mas ele batizará vocês com o Espírito Santo.”

* 1,1: Todo o Evangelho de Marcos é o começo da Boa Notícia que Deus dirige aos homens. Ela continua, em todos os tempos e lugares através daqueles que seguem a Jesus.
* 2-8: A pregação de João Batista é grande advertência. Ele anuncia a vinda do Messias, que vai provocar uma grande transformação. É preciso estar preparado, purificando-se e mudando o modo de ver a vida e de vivê-la.

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

Comentário

A conversão, início da boa-nova

          Do 2° domingo do Advento em diante, a perspectiva escatológica de nossa existência (cf. dom. pass.) é iluminada a partir de sua “fonte”, a primeira vinda de Cristo. Enquanto o 1° domingo fala da segunda vinda de Cristo e esboça uma visão escatológica do dia de hoje à luz da segunda vinda, os demais domingos do Advento recordam e contemplam o acontecimento da primeira vinda. Na primeira vinda do Cristo está arraigado o sentido definitivo de nosso existir: é o momento fundador.
          Jesus Cristo é o início e o fim da existência humana plena, o Alfa e o Ômega (Ap 22,13).
          A chegada deste momento fundador é a grande notícia da História, a boa-nova por excelência. O evangelho “querigmático” de Mc vê como início desta boa-nova o apelo à conversão, lançado por João (evangelho), realizando plenamente o que o “Segundo Isaías” prefigurou, quando, pelo fim do exílio babilônico (535 a.C.), conclamou o povo para preparar um caminho para Deus, que ia reconduzir os cativos. Era um apelo à conversão, pois deviam preparar a volta, “voltando” (= convertendo-se) para Deus, agora que este determinou o fim do castigo (Is 40,2) (1ª leitura). Deus reconduz os cativos. Ele mesmo vai com eles. Como um imperador na entrada gloriosa (“parusia”), ele se faz preceder pelos frutos de sua conquista: o povo resgatado (40,10). Como um pastor, reúne suas ovelhas. E com que ternura! Leva os cordeirinhos nos braços e conduz devagarinho as ovelhas que amamentam (40,11).
          Esta era a boa-nova que Jerusalém, qual mensageira, devia publicar para o mundo (40,9). Assim, também, a conversão pregada por João é o início da perfeita boa-nova da vinda definitiva de Deus e seu Reino, em Jesus Cristo. A conversão faz parte da boa-nova, pois é nossa participação na salvação que Deus nos destinou. Deus já voltou seu coração para nós; resta-nos correspondermos. A conversão apregoada por João é simbolizada pelo batismo nas águas do Jordão. Se, naquela região semidesértica, a água tem por si mesma um sentido de salvação, ela lembra também a efusão escatológica do Espírito, e ainda a travessia do Mar Vennelho (Ex 14) e a travessia do Jordão quando da entrada na Terra Prometida (Js 3). A alusão a Is 40,3 lembra também a volta do exílio, concebida como um novo êxodo.
          O batismo de João é um símbolo da salvação, e a confissão dos pecados, pelos habitantes de Judá (Mc 1,5), significa a participação nesta salvação. Pois como pode o coração alegrar-se com a vinda do esperado, se não expulsar o pecado que lhe pesa (cf. SI 51 [50],5)?
          Por seu modo de vestir e alimentar-se, João evoca o deserto (1,6), pois é a partir daí que o povo deve atravessar o Jordão e penetrar na Terra da Promessa. Evoca também Elias (cf. Mc 9,13; Mt 17,13), que os judeus esperavam voltar como precursor do Messias (Ml 3,1.23-24; cf. Mc 1,2). Anuncia um “mais forte”, que virá depois dele, para “batizar com o Espírito Santo (dom escatológico: cf. Jl 3,1-2; Ez 36,27 etc.).
          O batismo de conversão fazia parte da chegada do Reino. Nossa existência se situa entre a chegada e a plenificação do Reino. Por isso, a conversão é “pão nosso de cada dia”, nossa contínua participação no Reino que vem de Deus. É o que expressa, de modo um tanto ingênuo, a 2ª leitura de hoje. Os cristãos das primeiras gerações esperavam a segunda vinda de Cristo para breve. Entretanto, o atraso tornava-se sempre mais notável e o escárnio do mundo sempre mais agressivo. Diante da impaciência e, quem sabe, desespero e desistência, que isso gerava, Pedro responde: Deus tem tempo: ele quer que todos se convertam, para que todos possam participar. Mas, mesmo assim, ele não desiste de seu projeto, pois ele deseja que tudo esteja em harmonia consigo. Só que ele não quer expurgar os “elementos nocivos” da criação antes que todos tenham a oportunidade de se converter, isto é, de se tomar participantes. Mas ele realizará, sem que saibamos o dia e a hora, seu “novo céu e nova terra” (2Pd 3,13), e então será bom estarmos de acordo com esta nova realidade (3,14).
          Talvez possamos traduzir este pensamento, expresso na linguagem apocalíptica do século I, numa linguagem mais adequada para hoje, dizendo que Deus exercerá, por Cristo, seu absoluto senhorio da História, dando, porém, aos homens chances para participar desta “sua” História, pela adesão pessoal à sua vontade, no empenho em construir um mundo compatível com Deus. A História não é um absoluto, uma espécie de deus, mas um projeto do Deus de Jesus Cristo, projeto que não acontece fatalmente, mas com participação do ser humano. Convertendo-se cada dia de novo a Deus, o homem-filho de Deus realiza uma vocação inalienável. O homem não é um agente impessoal da História que se constrói, mas um filho de Deus que constrói a História de Deus. Essa construção é fazer chegar o Reino, “apressar o Dia”, por nossa participação, desde já. Não esquecendo, porém, que Deus tem a última palavra sobre a História e sobre nós que a fazemos.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Mensagem

Deus se volta para nós, voltemos para Ele!

          A Boa Notícia começa com um grande chamado à conversão (Mc 1,1-15; cf. Mt 3,1-17; Lc 3,1-22).  Em que sentido a conversão é “boa notícia”?
          Conversão, na Bíblia, significa volta (como se faz uma conversão com o carro na estrada).
          Na 1ª leitura ressoa um magnífico texto do Segundo Isaías. O rei Ciro, depois de conquistar Babilônia, mandou os judeus que aí viviam exilados de volta para Jerusalém (em 538 a.C). O profeta imagina Deus reconduzindo essa gente a Sião. Precede-lhe um mensageiro que proclama: “Preparai no deserto uma estrada” (Is 40,3) – como para a entrada gloriosa (a “parusia”) do Grande Rei. Mas é um rei diferente, cheio de ternura: “Como um pastor, ele conduz seu rebanho; seu braço reúne os cordeiros, ele os carrega no colo, toca com cuidado as ovelhas prenhes”(v. 11). Essa era a boa notícia que Jerusalém, qual mensageira, devia anunciar ao mundo (v.9).
          Conversão não é coisa trágica. Deus já voltou seu coração para nós; resta-nos voltar o nosso para ele. Ao proclamar o batismo de conversão (evangelho), João Batista pressentia a proximidade de uma “entrada gloriosa” de Deus. Como símbolo da “volta” usava a água do rio Jordão, que lembrava a travessia do povo de Israel pelo Mar Vermelho e pelo rio Jordão, rumo à terra prometida. Reforçava sua mensagem repetindo o texto de Is 40,3: “Preparai uma estrada...”. Vestia-se com um rude manto feito de pêlos de camelo e alimentava-se com a comida do deserto – mel silvestre e gafanhotos -, como o profeta Elias, o grande profeta da conversão, cuja volta se esperava (cf. Ml 3,1.23-24 e Eclo 48,10). Mas João ainda não é aquele que deve vir, apenas prepara a chegada deste, o “mais forte”, que virá “batizar com o Espírito Santo” (cf. a efusão do Espírito de Deus no tempo do Fim: Jl 3,1-2; Ez 36,27 etc).
          Devemos sempre viver à espera dessa “entrada gloriosa”de Deus. Jesus veio e inaugurou o reinado de Deus, mas deixou a nós a tarefa de materializa-lo na História. Entretanto, Deus já coroou com a glória a vida dele e a obra que ele realizou: reunir as ovelhas como o pastor descrito por Isaías.
          No tempo dos primeiros cristãos, muitos imaginavam que Jesus ia voltar em breve com a glória do céu, para arrematar essa obra iniciada. Depois de alguns decênios, porém, começaram a se cansar e a viver sem a perspectiva da chegada de Deus, caindo nos mesmos abusos que vemos hoje em torno de nós. Por isso foi necessário que a voz da Igreja lembrasse a voz dos profetas: Deus pode tardar, mas não desiste de seu projeto. Mil anos são para ele como um dia (2Pd 3,8), mas seu sonho, “um novo céu, uma nova terra, onde habitará a justiça”, fica de pé (2ª leitura).
          Não vivamos como os que não têm esperança. Não desprezemos o fato de Deus estar voltado para nós. Voltemos sempre a ele.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Leitura Anual da Bíblia - Período de 8 a 14 de dezembro de 2011.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


          Corpo de Cristo,

          Além da leitura do Novo Testamento, disponibilizamos também um roteiro para a leitura anual de toda a Bíblia.
          É uma maravilha, pois também consideramos importante a leitura do Antigo Testamento para a compreensão da Palavra do Senhor como um todo.
          Muitos acham que o Antigo Testamento deve ser descartado, mas cremos que nele encontramos muitos ensinamentos válidos para os dias de hoje, com o devido entendimento e sabedoria. Muitas doutrinas pecam em viver nos dias de hoje aquilo que era válido para aqueles que viviam naquele tempo, sendo tais jugos quebrados pela vinda, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus.
          Não perca sua motivação nessa leitura!
          A parcela lida a cada dia parece ser pequena em relação a todo o conteúdo bíblico, mas com o tempo você perceberá a sua evolução e verá que a leitura de toda a Bíblia não é uma tarefa impossível.
            Se você ainda não começou a sua leitura, escolha um dia do roteiro abaixo – melhor que seja o dia de hoje, em que você acessou o nosso blog – e siga em frente. No próximo ano, você completará o plano de leitura. Combinado, então?
          Aconselhamos a orar antes de ler a Palavra, e manter-se em oração durante todo o ano, pois assim o Espírito Santo irá lhe revelar mistérios ocultos nas letras.
                   

          Mês de dezembro de 2011:
                       

Dia 08 -

; Isaías 43
; Ezequiel 12 e 13
Dia 09 -
Efésios 5.1-20
; Isaías 44
; Ezequiel 14 e 15
Dia 10 -
Efésios 5.21-33
; Isaías 45
; Ezequiel 16
Dia 11 -
Efésios 6
; Isaías 46
; Ezequiel 17
Dia 12 -
Filipenses 1.1-11
; Isaías 47
; Ezequiel 18
Dia 13 -
Filipenses 1.12-30
; Isaías 48
; Ezequiel 19
Dia 14 -
Filipenses 2.1-11
; Isaías 49
; Ezequiel 20


       Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura: de 01jan a 31dez de 2011.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 365
Dias cumpridos: 348
Dias a cumprir: 17

Quantidade de versículos: 31.103
Versículos lidos: 29.903
Versículos a serem lidos: 1.200

Média de 86 versículos ao dia
Porcentagem lida da Bíblia: 96%

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.

Leitura do Novo Testamento - Período de 8 a 18 de dezembro de 2011.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


Corpo de Cristo,

          Quando começamos a leitura do Novo Testamento, passamos pelos evangelhos, procurando manter a ordem cronológica dos acontecimentos, desde a anunciação da vinda do nosso Senhor Jesus até a Sua crucificação e ascensão aos Céus.
Para isso, iniciamos a leitura no dia 19 de dezembro de 2010, próximo ao Natal, e, pela nossa programação, terminamos no dia 6 de junho de 2011.
Desde então, entramos numa segunda fase, iniciando com o livro de Atos dos Apóstolos, seguindo com as Epístolas, até chegar em dezembro de 2011 no livro das Revelações, o Apocalipse.
Finalmente, nossa leitura chega ao seu término. Nesta nossa última programação, faremos a leitura das Epístolas de João e Judas e do Livro do Apocalipse.
Se você nos acompanhou desde o início e chegou até aqui conosco, nossos parabéns. Você conseguiu ler todo o Novo Testamento. Caso você tenha iniciado sua leitura no meio do caminho, continue a nos acompanhar, pois a partir do dia 19 de dezembro de 2011 começaremos tudo novamente.
Não perca sua motivação!
E se você ainda não começou a sua leitura conosco, sugerimos, então, que aguarde até o dia 19 de dezembro de 2011, pois daremos início a mais um ciclo de leitura do Novo Testamento. Até lá!
          
         Mês de dezembro de 2011:
         Tema: Epístolas de João e Judas e Livro do Apocalipse


Dia 08 -
1ª João 5 ; 2ª e 3ª João ; Judas
Dia 09 -
Apocalipse 1, 2 e 3
Dia 10  -
Apocalipse 4 e 5
Dia 11  -
Apocalipse 6 e 7
Dia 12 -
Apocalipse 8 e 9
Dia 13 -
Apocalipse 10 e 11
Dia 14 -
Apocalipse 12 e 13
Dia 15  -
Apocalipse 14 e 15
Dia 16 -
Apocalipse 16 e 17
Dia 17 -
Apocalipse 18 e 19
Dia 18 -
Apocalipse 20, 21 e 22


Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura (de Atos dos Apóstolos até Apcalipse): de 07jun a 31dez2011.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 195 (até 18 de dezembro de 2011)
Dias cumpridos: 195
Dias a cumprir: 0
Quantidade de versículos: 4.178
Versículos lidos: 4.178
Versículos a serem lidos: 0
Média de 21 versículos ao dia.
Cumpridos 100% de nossa meta.

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.