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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Leitura Anual da Bíblia - Período de 15 a 21 de novembro de 2011.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


          Corpo de Cristo,

          Além da leitura do Novo Testamento, disponibilizamos também um roteiro para a leitura anual de toda a Bíblia.
          É uma maravilha, pois também consideramos importante a leitura do Antigo Testamento para a compreensão da Palavra do Senhor como um todo.
          Muitos acham que o Antigo Testamento deve ser descartado, mas cremos que nele encontramos muitos ensinamentos válidos para os dias de hoje, com o devido entendimento e sabedoria. Muitas doutrinas pecam em viver nos dias de hoje aquilo que era válido para aqueles que viviam naquele tempo, sendo tais jugos quebrados pela vinda, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus.
          Não perca sua motivação nessa leitura!
          A parcela lida a cada dia parece ser pequena em relação a todo o conteúdo bíblico, mas com o tempo você perceberá a sua evolução e verá que a leitura de toda a Bíblia não é uma tarefa impossível.
            Se você ainda não começou a sua leitura, escolha um dia do roteiro abaixo – melhor que seja o dia de hoje, em que você acessou o nosso blog – e siga em frente. No próximo ano, você completará o plano de leitura. Combinado, então?
          Aconselhamos a orar antes de ler a Palavra, e manter-se em oração durante todo o ano, pois assim o Espírito Santo irá lhe revelar mistérios ocultos nas letras.
                   

          Mês de novembro de 2011:
                       

Dia 15 -
Tiago 3
; Salmos 131
; Jeremias 25 e 26
Dia 16 -
Tiago 4
; Salmos 132
; Jeremias 27 e 28
Dia 17 -
Tiago 5
; Salmos 133
; Jeremias 29 e 30
Dia 18 -
1 Pedro 1
; Salmos 134
; Jeremias 31 e 32
Dia 19 -
1 Pedro 2
; Salmos 135
; Jeremias 33 e 34
Dia 20 -
1 Pedro 3
; Salmos 136
; Jeremias 35 e 36
Dia 21 -
1 Pedro 4
; Salmos 137
; Jeremias 37 e 38


       Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura: de 01jan a 31dez de 2011.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 365
Dias cumpridos: 325
Dias a cumprir: 40

Quantidade de versículos: 31.103
Versículos lidos: 28.051
Versículos a serem lidos: 3.052

Média de 86 versículos ao dia
Porcentagem lida da Bíblia: 90%

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.

Leitura do Novo Testamento - Período de 15 a 21 de novembro de 2011.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


Corpo de Cristo,

          Continuando a leitura do Novo Testamento, terminamos a leitura dos evangelhos, procurando manter a ordem cronológica dos acontecimentos, desde a anunciação da vinda do nosso Senhor Jesus até a Sua crucificação e ascensão aos Céus.
Para isso, iniciamos a leitura no dia 19 de dezembro de 2010, próximo ao Natal, e, pela nossa programação, terminamos no dia 6 de junho de 2011.
Desde então, entramos numa segunda fase, iniciando com o livro de Atos dos Apóstolos, seguindo com as Epístolas, até chegar em dezembro de 2011 no livro das Revelações, o Apocalipse.
Com a leitura dos Evangelhos, seguimos os passos do Senhor Jesus aqui na Terra, ensinando e curando; passamos pela sua crucificação, morte, ressurreição e ascensão aos céus. Passeamos pelo Livro de Atos dos Apóstolos, vivenciando a propagação dos ensinos do Filho de Deus, e pela Epístola de Paulo aos Romanos, considerada a maior, mais rica e mais abrangente declaração da parte de Paulo sobre o evangelho.
Passamos pela Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, onde são tratados alguns problemas relacionados à igreja e pela Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios, repleta de expressões de emoção profunda, trasmitidas por Paulo, para exortação e encorajamento frente às adversidades sofridas pela Igreja em Corinto.
Lemos a Epístola de Paulo aos Gálatas, caracterizada como uma sentinela da verdade de que a salvação é uma dádiva da graça de Deus, que não é ganha, nem é merecida, mas recebida somente pela fé.
Terminamos a Epístola de Paulo aos Efésios, cujo foco é o mistério da igreja, uma comunidade onde o poder de Deus de reconciliar as pessoas a si próprio é experimentado e compartilhado através de relacionamentos transformados.
No mês de outubro, fechamos com a leitura das Epístolas de Paulo aos Filipenses e aos Colossenses, nas quais o apóstolo trata de diversas questões voltadas aos sofrimentos por amor a Cristo e de voltar-se somente a Ele, em abandono a doutrinas erradas que surgiam no seio da igreja.
Iniciamos novembro com as Epístolas de Paulo aos Tessalonicenses, uma rica fonte de ensinamentos sobre os últimos dias, ao destacar o juízo vindouro, e seguimos agora com as Epístolas de Paulo a Timóteo, a Tito e a Filemon, que destacam as qualificações daqueles que almejam o trabalho ministerial.
Não perca sua motivação!
Se você ainda não começou a sua leitura, escolha um dia do roteiro abaixo – melhor que seja o dia de hoje, em que você acessou o nosso blog – e siga em frente. No próximo ano, você completará o plano de leitura. Combinado, então?
          
         Mês de novembro de 2011:
         Tema: Epístolas de Paulo a Timóteo


Dia 15 -
2 Timóteo 2
Dia 16 -
2 Timóteo 3
Dia 17  -
2 Timóteo 4
Dia 18  -
Tito 1
Dia 19 -
Tito 2
Dia 20 -
Tito 3
Dia 21 -
Filemon


Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura (de Atos dos Apóstolos até Apcalipse): de 07jun a 31dez2011.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 208
Dias cumpridos: 168
Dias a cumprir: 40
Quantidade de versículos: 4.178
Versículos lidos: 3.031
Versículos a serem lidos: 1.147
Média de 18 versículos ao dia.
Cumpridos 73% de nossa meta.

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 – 2015) - Parte 1.

APRESENTAÇÃO

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura!”
(Mc 16,15)

          A Igreja existe para evangelizar. Em meio às alegrias e esperanças, tristezas e angústias do ser humano de cada tempo, notadamente dos que sofrem (cf. GS, n. 1), ela anuncia, por palavras e ações, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6).
          Para cumprir sua missão, a Igreja, impulsionada pelo Espírito Santo, acolhe, reza a Palavra que salva, escuta os sinais dos tempos, revê práticas pastorais e discerne objetivos e caminhos.
          Expressão desta incessante atividade missionária da Igreja no Brasil, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, aprovadas na 49ª Assembleia dos Bispos, são a tentativa de escutar os sinais dos tempos e os desafios que neles se manifestam. Desejam ser uma resposta aos desafios que emergem em nosso tempo de transformações radicais na totalidade da existência, que, às vezes, geram perplexidade, ameaçam a vida em suas diversas formas e levam o ser humano a se afastar dos valores do Reino de Deus.
          Elas apontam um desafio imenso, pois, em cada indicação, pedem o esforço de não nos assustarmos diante das transformações, mas, confiantes no Crucificado-Ressuscitado
que tudo venceu, olharmos para o Horizonte novo, assumindo corajosamente o que a graça de Deus nos pede para os dias de hoje.
          Assim, voltados para o Senhor (Cap. 1), as Diretrizes não tiram os pés do chão da realidade (Cap. 2). Ao contrário, identificam as urgências (Cap. 3) e propõem caminhos para seu enfrentamento (Cap. 4). Em espírito de comunhão, oferecem, por fim, indicações para que as urgências sejam concretizadas nos planejamentos das Igrejas particulares (Cap. 5).
          São cinco as urgências apontadas: Igreja em estado permanente de missão; Igreja: casa da iniciação cristã; Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral; Igreja: comunidade de comunidades; Igreja a serviço da vida plena para todos. Elas indicam um modo pedagógico de expressar um único e grande passo ao qual toda a Igreja é chamada em nossos dias: reconhecer-se em estado permanente de missão. Isso implica o anúncio e o re-anúncio de Jesus Cristo, possibilitando aos que não O conhecem ou que d’Ele se afastaram ouvir o núcleo da Boa Nova da Salvação.
          Aproximar Jesus Cristo do coração de pessoas e grupos implica, por sua vez, aproximar também a comunidade dos discípulos missionários, construindo e fortalecendo uma intensa rede de comunidades cada vez mais próximas dos lugares onde as pessoas vivem, se alegram e sofrem. Em tudo isso, a Igreja no Brasil se reconhece comprometida com a vida, em todas as suas manifestações, especialmente a vida ameaçada.
          Como partes de um único passo, as urgências necessitam ser assumidas em seu conjunto, não cabendo, durante os planejamentos locais, a escolha de uma ou outra. Todas são igualmente urgências. Optar por algumas e postergar outras significa afetar o conjunto.
          As Diretrizes são um convite para que toda pessoa batizada, como discípula-missionária, assuma o mandato de Jesus Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a
criatura!” (Mc 16,15). Elas poderão ecoar na Boa-nova na medida em que cada Igreja Particular torná-las visíveis, através dos planejamentos pastorais, do plano pastoral.
          Através das cinco urgências, a Igreja do Brasil caminhará na mesma direção. Nos planejamentos locais, a partir das Diretrizes, as urgências se concretizarão em cada um dos específicos contextos. Ficam, assim, respeitadas duas características indispensáveis da Igreja: a unidade e a diversidade.
          Nestes tempos em que ainda estamos aprendendo a saborear as riquezas da Conferência de Aparecida, celebrando o Jubileu de Ouro do Concílio Vaticano II e nos preparando para o Sínodo sobre a Nova Evangelização, reafirmamos que estas Diretrizes foram elaboradas no desejo de que, cada vez mais, se creia que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, se tenha a vida em seu nome (cf. Jo 20,31). Quer no acolhimento destas Diretrizes, quer nos planejamentos subsequentes, haveremos de reconhecer que o ponto de partida será sempre o testemunho:
          “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres; ou, então, se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”.
          Sejamos, pois, testemunhas do Ressuscitado. É para isso que Ele nos envia.

31 de maio de 2011
+ Leonardo Ulrich Steiner
Bispo prelado de São Félix do Araguaia
Secretário Geral da CNBB


domingo, 13 de novembro de 2011

Compromisso da Cidade do Cabo - 1.

Prefácio

          O Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial (Cidade do Cabo, 16-25 de outubro de 2010) reuniu 4.200 líderes evangélicos de 198 países e se estendeu a outras centenas de milhares de líderes que participaram de reuniões, locais e online, realizadas em todo o mundo. Seu objetivo? Trazer um novo desafio à Igreja global a fim de que ela testemunhe de Jesus e de todo o seu ensinamento, em todas as nações, em todas as esferas da sociedade e em todos os campos de reflexão.
          O Compromisso da Cidade do Cabo é fruto desse esforço. Ele se posiciona em uma linha histórica, tendo como base tanto o Pacto de Lausanne quanto o Manifesto de Manila. Está dividido em duas partes. A Parte I estabelece as convicções bíblicas, transmitidas a nós nas escrituras, e a Parte II ecoa o chamado para ação.
          Como a Parte I tomou forma? Ela foi discutida pela primeira vez em Minneapolis, em dezembro de 2009, num encontro entre 18 teólogos e líderes evangélicos trazidos de todos os continentes. Um grupo menor, liderado por Dr. Christopher J H Wright, presidente do Grupo de Trabalho Teológico Lausanne, foi convidado para elaborar o documento final, a ser apresentado ao Congresso.
          Como a Parte II tomou forma? Um extenso processo de pesquisa iniciou-se pouco mais de três anos antes do Congresso. Cada um dos Diretores Internacionais do Movimento Lausanne organizou consultas em suas regiões, nas quais foi solicitado aos líderes cristãos que identificassem os principais desafios enfrentados pela Igreja. Seis questões principais surgiram. Essas questões (i) definiram a programação do Congresso e (ii) deram forma à estrutura do chamado à ação. Este processo de pesquisa prosseguiu durante o Congresso, enquanto Chris Wright e o Grupo de Trabalho da Declaração trabalhavam para registrar fielmente todas as contribuições. Um esforço hercúleo e monumental.
          O Compromisso da Cidade do Cabo atuará como um roteiro para o Movimento Lausanne durante os próximos dez anos. Esperamos que o seu chamado profético para o trabalho e para a oração leve igrejas, agências missionárias, cristãos em seus locais de trabalho e alianças estudantis em universidades a abraçar o chamado e a encontrar o seu papel neste trabalho.
          Muitas declarações doutrinais afirmam o que a Igreja acredita. Gostaríamos de ir além e unir crença e prática. O modelo que usamos foi o do Apóstolo Paulo, cujo ensinamento teológico foi substanciado em instruções práticas. Por exemplo, em Colossenses, sua profunda e maravilhosa representação da supremacia de Cristo resulta num ensinamento prático do que significa estar enraizado em Cristo.
          Podemos distinguir entre o que está no cerne do evangelho cristão, ou seja, as verdades básicas sobre as quais devemos estar unidos, e as questões secundárias, onde há divergência entre cristãos sinceros no que se refere à interpretação do que a Bíblia ensina ou exige. Trabalhamos aqui para formular o princípio Lausanne de “liberdade dentro dos limites” e na Parte I esses limites estão claramente definidos.
          Durante todo este processo, tivemos o prazer de trabalhar em conjunto com a Aliança Evangélica Mundial. Os líderes da AEM estão de pleno acordo tanto com a Confissão de Fé quanto com o Chamado à Ação.
          Embora falemos e escrevamos a partir da tradição evangélica dentro do Movimento Lausanne, afirmamos a unidade do Corpo de Cristo e de bom grado reconhecemos a existência de muitos outros seguidores do Senhor Jesus Cristo no contexto de outras tradições. Na Cidade do Cabo, recebemos com alegria representantes respeitados de igrejas históricas de outras tradições, ali presentes no papel de observadores, e confiamos que o Compromisso da Cidade do Cabo seja útil para igrejas de todas as tradições. Nós o oferecemos em espírito de humildade.
          Qual é a nossa expectativa em relação ao Compromisso da Cidade do Cabo? Cremos que ele será comentado, discutido e valorizado como uma afirmação uníssona dos evangélicos em todo o mundo; que definirá pautas no ministério cristão; que fortalecerá formadores de opinião na arena pública; e que iniciativas e parcerias arrojadas surgirão a partir dele.
          Que a Palavra de Deus ilumine nosso caminho e que a graça do nosso Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com cada um de nós.

S Douglas Birdsall
Presidente Executivo
Lindsay Brown
Diretor Internacional

sábado, 12 de novembro de 2011

A Lei Seca aumentou a impunidade dos que bebem e matam no trânsito.

FICOU PIOR COM A LEI SECA

A lei criada para apertar o cerco em torno de quem guia bêbado não só não conseguiu frear a irresponsabilidade no trânsito como tornou mais difícil a punição dos infratores

          Uma pessoa que vai para a rua armada e passa a atirar a esmo deve ser punida por sua atitude ou apenas se acertar alguém?
          A resposta é óbvia. Assim como quem dirige embriagado, quem sai disparando um revólver pela cidade precisa ser impedido imediatamente, já que está pondo vidas em risco.
          No Brasil, porém, dirigir bêbado é um crime só punido quando resulta em tragédia. E, ao contrário do que ocorre na maior parte das vezes, a culpa por isso não é da frouxidão da lei, mas do seu rigor.
          A cada treze minutos, uma família brasileira chora a perda de um parente morto em um acidente nas ruas ou estradas do país. O Brasil ostenta o triste título de detentor de um dos mais altos índices de mortes no trânsito por habitante. Na última década, o número de mortes subiu mais de 30% – e não se pode atribuir essa escalada apenas ao aumento da frota nacional (mais do que duplicada no período) e às lamentáveis condições das vias.

40% dos acidentes com mortos envolve consumo de álcool

          Estudos recentes feitos em São Paulo e no Distrito Federal mapearam os casos de acidentes de trânsito com vítimas fatais. Em 40% dos episódios, a pessoa que morreu – o motorista, o passageiro ou o pedestre – havia consumido uma dose elevada de álcool. E, quando se fala em “dose elevada”, quase sempre se está falando mesmo é de grossa bebedeira.
          Em 2007, uma pesquisa do governo federal descobriu que, entre as pessoas que admitem beber e dirigir, mais de 80% o fazem depois de ingerir, no mínimo, três doses de álcool. No ano passado, outro levantamento reforçou a gravidade do problema: 18% dos brasileiros declararam ter bebido cinco ou mais doses em uma única noitada no mês anterior. Desses, 10% admitiram ter voltado para casa guiando.
          Se essa porcentagem, alta para os padrões de países desenvolvidos, não chega a chocar, é difícil ficar indiferente às imagens que ela produz – como a da carcaça retorcida do Camaro vermelho que ilustra estas páginas. Ao volante, estava o estudante Felipe de Lorena Infante Arenzon, de 19 anos. Depois de beber numa casa noturna de São Paulo, ele saiu guiando em um tal estado de alucinação que, em um espaço de uma hora e meia, causou uma sequência de seis colisões e dois atropelamentos.
          Na última etapa de seu tour ensandecido, bateu contra um Palio e uma Towner. No segundo carro estava o motorista Edson Domingues, de 55 anos, que morreu em decorrência do acidente depois de permanecer cinco dias internado na UTI, com 90% do corpo queimado.
          Especialistas concordam: o caminho mais eficiente para evitar tragédias como essa é a punição rigorosa dos infratores – tenham eles feito vítimas ou não. Há três anos, a Lei Seca foi promulgada com esse objetivo. Uma mistura de equívocos e inconsistências legais, porém, acabou fazendo com que ela surtisse um efeito diametralmente contrário. A principal mudança – que era para ser boa, mas terminou sendo ruim – foi a definição legal do que é embriaguez ao volante.
          Antes, para que um motorista fosse considerado embriagado, bastava que um policial detectasse nele sinais de bebedeira – que continuam a ser os mesmos desde que a humanidade registrou seu primeiro porre.
          A Lei Seca alterou essa regra ao estabelecer um nível preciso de álcool no sangue, a partir do qual o motorista abordado pela autoridade policial passa a ser considerado técnica e legalmente bêbado – 0,6 grama de álcool por litro de sangue, o equivalente a três latas de cerveja.

Ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo

          O objetivo da mudança era fixar um limite propositalmente baixo de modo a fazer com que até um pileque leve pudesse ser punido. Mas os legisladores foram traídos pelo seu próprio rigor. Se antes a embriaguez podia ser constatada – e legalmente declarada – por um simples trançar de pernas ou uma dificuldade de pronunciar palavras com mais de uma sílaba sem moê-las nem borrifar perdigotos, passou a ser necessário submeter o suspeito a um exame, de sangue ou de bafômetro.
          Ocorre, porém, que, se o motorista não quiser fazer os testes, ninguém pode obrigá-lo, já que, no Brasil, não se pode forçar alguém a produzir provas contra si mesmo.

Consequência pífias — e marotagem

          A marotagem pegou. No Rio de Janeiro, por exemplo, desde 2009, 40 000 pessoas se recusaram a soprar o bafômetro – 7% do total de motoristas abordados. As pífias consequências resultantes da recusa acabam por estimulá-la – limitam-se ao pagamento de uma multa de 957 reais e à suspensão da carteira de habilitação, em geral, por cinco dias.
          Foi o que ocorreu com o motorista do Camaro vermelho, responsável pelos acidentes em série. Depois da última colisão, ele tentou fugir a pé. Preso em flagrante, recusou-se a fazer o teste do bafômetro, pagou a fiança e hoje responde em liberdade.
          “Precisar o limite da embriaguez e condicionar sua detecção ao exame do bafômetro é uma das mais graves falhas da legislação”, diz o procurador de Justiça paulista Mário Sarrubbo, mestre em legislação de trânsito. “Com as brechas que elas abrem, o motorista entende que dirigir bêbado não tem consequência alguma.”
          Nos Estados Unidos, dirigir depois de beber é crime punido com cadeia. Quando o policial aborda um motorista suspeito, conclui se ele bebeu ou não aplicando testes na rua, como os que se veem nos filmes: o condutor tem de provar que consegue se equilibrar em uma perna e andar em linha reta. Se bambear, vai algemado para a delegacia.
          Lá, pode até se recusar a soprar o bafômetro, mas será indiciado do mesmo jeito, graças ao mecanismo da “culpa presumida”. Um caso exemplifica o rigor com que os americanos tratam a questão. Em 2009, Bobby Joe Stovall, de 54 anos, dirigia seu caminhão no Texas e se envolveu em um acidente.
          Havia ingerido uma quantidade de álcool quatro vezes mais alta do que a permitida no Estado. Como foi a nona vez que Stovall foi pego dirigindo bêbado, o juiz o sentenciou à prisão perpétua. Entendeu que era a única forma de impedir que ele continuasse ameaçando vidas. Stovall está preso até hoje.

O futuro da lei está no Supremo

          Na Europa, a tolerância em relação a esse tipo de conduta também é baixa. Na Espanha, quem dirigir com taxa de 1,2 grama ou mais de álcool por litro de sangue perde a habilitação por até quatro anos e pode passar seis meses na prisão. Negar-se a fazer o teste do bafômetro ou o exame de sangue é crime punido com cadeia, de seis meses a um ano.
          Em Portugal, a pena varia. Se o condutor bebeu, mas não fez barbeiragens, a punição é de até um ano de cadeia. Se fez, até dois anos. Não fazer o teste do bafômetro é crime de desobediência e também dá prisão. Na Inglaterra, quem se recusa a soprar o aparelho na rua paga multa de 1 000 libras e perde o direito de dirigir por até três anos.
          No Brasil, o futuro da Lei Seca está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Uma ação direta de inconstitucionalidade questiona o artigo que fixa o limite de álcool no sangue e a possibilidade de recusa do teste do bafômetro. Para o relator, o ministro Luiz Fux, trata-se de um dos casos mais importantes da corte: “Precisamos impedir a perda de vidas em razão da imprudência daqueles que não observam os próprios limites”. Para que isso seja possível, o único caminho é punir os infratores – de preferência, antes que as tragédias se consumem.

          “Minha equipe atende a quinze ocorrências no trânsito por dia – dessas, pelo menos seis envolvem álcool. Um caso me marcou, há três anos. Dois garotos conheceram duas meninas numa balada na Vila Olímpia [bairro de São Paulo repleto de casas noturnas] e deram carona a elas. Às 5 horas da manhã, o rapaz que estava no volante perdeu o controle da direção em alta velocidade e subiu na calçada.
          Chegou a arrancar uma lixeira de concreto. Perto do carro, vimos várias latinhas de cerveja, ainda suadas. Uma das meninas voou quase 30 metros pelo vidro traseiro. Ela ficou parecendo uma boneca de pano: a perna estava perto da nuca. Não sabia nem o nome dela, mas tive de pegar seu celular e ligar para o pai para dar a notícia. Já perdi a conta de acidentes causados pela bebida. Toda semana a história se repete.”
Ricardo Lucarelli, 31 anos, bombeiro

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Senado aprova projeto que aumenta o rigor da Lei Seca.

Motorista que beber qualquer quantidade de álcool poderá ser punido

Testemunhas poderão substituir o teste do bafômetro para comprovar embriaguez; texto vai para Câmara

MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA

          O Senado aprovou ontem um projeto que endurece a Lei Seca. As mudanças incluem o fim da tolerância mínima de álcool para considerar um motorista criminoso.
          O projeto também prevê a aceitação de imagens e testemunhos para provar a embriaguez de quem se nega a passar pelo teste do bafômetro e o aumento de penas para quem dirigir alcoolizado.
          A Comissão de Constituição e Justiça aprovou o projeto em decisão terminativa. Se em cinco dias não houver solicitação para que o texto seja votado em plenário, ele segue para a Câmara.
          Atualmente, a lei considera crime dirigir com mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue, quantidade atingida com o consumo de cerca de uma lata de cerveja ou uma taça de vinho. Valores entre zero e seis decigramas são punidos com multa e suspensão de carteira.
          Para motoristas, a lei em vigor já é dura demais em termos de punição. Pelo atual Código de Trânsito, quem praticar homicídio culposo (quando não há intenção de matar) na direção de veículo pode pegar de dois a quatro anos de detenção. A punição pode aumentar com agravantes -se, por exemplo, o motorista não prestar socorro ou não tiver carteira de habilitação.

Tolerância Zero

          O texto aprovado ontem diz que é crime dirigir sob efeito de qualquer nível de álcool. Em setembro, o STF (Supremo Tribunal Federal) reafirmou que beber e dirigir é crime, mesmo sem dano a terceiros.
          A proposta também inova ao permitir como comprovação da embriaguez testemunhos, imagens e vídeos. As alternativas foram inseridas porque o STJ (Superior Tribunal de Justiça) entendeu, em 2010, que o bafômetro não era obrigatório porque o motorista não precisava produzir prova contra si mesmo.
          Por conta do fim da tolerância à quantidade mínima de álcool, quem for flagrado tendo ingerido qualquer volume de bebida alcoólica fica sujeito a punição.
          As punições ficam mais severas dependendo da gravidade do acidente. Se resultar em lesão corporal gravíssima, a pena varia de seis a 12 anos de prisão; se for grave, de três a oito anos; e se for lesão corporal, de um a quatro anos. Para quem dirigir bêbado e matar, a pena pode chegar a 16 anos.
          Segundo senadores, as medidas também valem para quem conduzir lanchas, por exemplo, já que o texto trata de "veículo automotor". Autor do projeto, o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) disse que as mudanças são necessárias para reduzir os acidentes de trânsito. "É preciso colocar um freio nisso. Esse casamento de álcool e direção tem se transformado em milhares de tragédias pelo país", disse. O líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), diz que o endurecimento da lei terá reflexos. "O sujeito tem medo da prisão." Na Câmara, a proposta deve passar por ajustes, pois o texto do Senado define como crime conduzir veículo "sob substância psicoativa que determine dependência", o que inclui o cigarro e até cafeína.
          O projeto deverá tramitar na Câmara com outro, que estabelece que "a recusa em realizar testes, exames e perícia para determinação do índice de concentração de álcool presume a existência dessa concentração ou influência de qualquer outra substância psicoativa".


Comentários: Nossa opinião é de que a medida parece ser boa, no sentido de ser mais gravosa, o que pode amedrontar os motoristas, uma vez que não estão sensíveis aos apelos das campanhas educativas. Por outro lado, nossos governantes e legisladores sempre caminham nesse sentido da punição mais gravosa em todas as questões. Parece não haver um esforço maior em educar e conscientizar o povo, a fim de obter um  melhor resultado e de longo prazo.

Reflexão do dia.

"Quem há entre vós que tema ao Senhor, e ouça a voz do seu Servo que andou em trevas sem nenhuma luz, e ainda assim confiou em o nome do Senhor e se firmou sobre o seu Deus?" Isaías 50.10

          Aqui é descrita a experiência das pessoas que temem ao Senhor e obedecem à voz do Seu Servo – Jesus Cristo. Todos aqueles que seguem ao Senhor em verdade, forçosamente são provados quanto à autenticidade do seu discipulado, sendo conduzidos por trevas de tempos em tempos.
          Ele, o bom pastor, fala de Suas ovelhas: "Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem porque lhe reconhecem a voz." Mas dos simples ouvintes lemos: "...mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava." Hoje também muitas pessoas não compreendem que profundezas maravilhosas nos abre nosso bom Pastor quando nos fala. Esse é um mistério!
          Se você assume a seguinte posição de fé: "Embora haja trevas ao meu redor e dentro de mim, quero escutar a voz do Senhor e confiar na Sua firme direção", então exclame com o salmista: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam."
 
Extraído do livro "Pérolas Diárias" (de Wim Malgo)

Fonte: Recebido por e-mail de: ministerio.de.homens.ibf@gmail.com
(Ministério de Homens, da Igreja Batista Filadélfia, no Guará, Brasília – DF)

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Liturgia Semanal.

06/11/11 - Liturgia Dominical para a Solenidade de Todos os Santos

Evangelho

1ª Leitura: Ap 7,2-4.9-14
2ª Leitura: 1 Jo 3,1-3
Evangelho: Mt 5,1-12

Bem-aventuranças: anseio por um mundo novo

-* 1 Jesus viu as multidões, subiu à montanha e sentou-se. Os discípulos se aproximaram, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu. 4 Felizes os aflitos, porque serão consolados. 5 Felizes os mansos, porque possuirão a terra. 6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Felizes os que são misericordiosos, porque encontrarão misericórdia. 8 Felizes os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu. 11 Felizes vocês, se forem insultados e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia contra vocês, por causa de mim. 12 Fiquem alegres e contentes, porque será grande para vocês a recompensa no céu. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vocês.»

* 5-7: O Sermão da Montanha é um resumo do ensinamento de Jesus a respeito do Reino e da transformação que esse Reino produz. Moisés tinha recebido a Lei na montanha do Sinai; agora Jesus se apresenta como novo Moisés, proclamando sobre a montanha a vontade de Deus que leva à libertação do homem.
* 5,1-12: As bem-aventuranças são o anúncio da felicidade, porque proclamam a libertação, e não o conformismo ou a alienação. Elas anunciam a vinda do Reino através da palavra e ação de Jesus. Estas tornam presente no mundo a justiça do próprio Deus. Justiça para aqueles que são inúteis ou incômodos para uma estrutura de sociedade baseada na riqueza que explora e no poder que oprime.
Os que buscam a justiça do Reino são os «pobres em espírito.» Sufocados no seu anseio pelos valores que a sociedade injusta rejeita, esses pobres estão profundamente convictos de que eles têm necessidade de Deus, pois só com Deus esses valores podem vigorar, surgindo assim uma nova sociedade.

Bíblia Sagrada - Edição Pastoral

Comentário

Somos santos já, na medida em que pertencemos a Deus no presente

          A festa de todos os santos abrange os três momentos do tempo, além da dimensão universal do espaço. De fato, celebramos os justos do passado, celebramos a vocação à santidade futura (o "céu"), e celebramos a santidade como dom (graça) presente.
           Como esta dimensão presente é a em que menos se pensa quando se fala de santidade, achamos que ela merece uma atenção especial: é a mensagem das Bem-Aventuranças, no evangelho de hoje (Mt 5,1-12, cf. 4° dom. T.C./A). As Bem-Aventuranças devem ser
entendidas como uma proclamação da chegada do Reino de Deus para as pessoas que vão ficar felizes com isso (Lc 6,24-26 acrescenta também aqueles que vão ficar infelizes ... ). São, ao mesmo tempo, a proclamação da amizade de Deus para aqueles que participam do espírito que é evocado por oito exemplificações, e (sobretudo na versão de Mt) um programa de vida para todos os que escutam a palavra do Cristo.
           Este programa de vida já entra em ação desde que alguém se toma discípulo de Jesus: os que estão realizando este programa já são "santos". Por isso, este evangelho foi escolhido para a festa de hoje. Jesus proclama a bem-aventurança (a felicidade, o "bom encaminhamento", a "boa ventura") dos "pobres no espírito" (= semitismo: os diminuídos até no alento da vida; não se trata da questionável "pobreza espiritual"), porque deles é o Reino dos Céus, ele não quer dizer o além da morte - uma recompensa futura pela carência na terra - mas a realidade presente. "Reino dos Céus" é maneira semítica de dizer "Reino de Deus" (por respeito, Deus é chamado "os Céus"). E o Reino de Deus começa onde se faz a vontade de Deus, como aprendemos do Pai-nosso, que Jesus ensina em seguida (Mt 6,9-13).
          Se entendêssemos as Bem-Aventuranças somente como uma compensação para depois da morte, elas seriam "ópio do povo". Mas o contrário é verdade: elas são um incentivo para realizar, desde já, o novo espírito, que traz presente o Reino. O sentido das Bem-Aventuranças é, exatamente, relacionar o dom escatológico (expresso nos termos: "serão consolados, serão saciados" etc.) com a realidade de hoje.
          O dom escatológico não cai do céu, mediante a atuação de algum mágico, mas é o que, da parte de Deus, corresponde à atitude do justo, do servo, do "pobre do Senhor". Corresponde à atitude de não procurar a mera afirmação pessoal no poder e na riqueza, mas de dispor-se inteiramente para a obra de Deus, pelo esvaziamento, a mansidão, a paciência no sofrer, a sede de justiça divina, o empenho pela paz ... Em outros termos, somos santos já, na medida em que pertencemos a Deus no presente. Então, também o futuro de Deus nos pertence.
           A mesma mensagem proclama a 2ª  leitura (1Jo 3): nossa atual santidade, por sermos filhos de Deus, embora ainda não seja manifesto "o que seremos" (= a nossa glorificação). Portanto, quem é celebrado hoje é, em primeiro lugar, os "filhos de Deus" Santos neste mundo.
           A isto se une a visão antecipada do autor do Apocalipse sobre a plenitude dos que aderiram a Cristo, seguiram o Cordeiro (1ª  leitura). É o número perfeito das tribos (12 x 12.000), os eleitos de Israel (o autor é judeu-cristão), mas também um número inumerável de todas as nações (universalismo - mas ainda assim há quem ensine que no céu só tem 144.000 lugares ... ).
           Ora, tanto na mensagem das Bem-Aventuranças quanto na visão do Apocalipse ganham um destaque especial os mártires, os que são perseguidos por causa do evangelho, os que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro e vêm da grande tribulação. Testemunhar de Cristo com seu sangue é a marca mais segura da santidade. Mas, com ou sem sangue, todos deverão fazer de sua vida um pertencer a Cristo, para que possam ser chamados "santos", i.é, consagrados a Deus.
           As orações insistem muito na intercessão dos santos. É um aspecto deste dia, que atinge muito a sensibilidade popular. É preciso fazer aqui um delicado trabalho de interpretação. Confiar em alguém como intercessor supõe sentir-se solidário (familiar) com ele. Será que vivemos como familiares destes intercessores? Será que cabemos na sua companhia?

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Mensagem

A comunhão dos Santos

          Atualmente pouco se ouve falar na "comunhão dos santos". Além disso, muitos fiéis talvez tenham uma idéia muito restrita a respeito de quem são os santos ...
          Nas suas cartas, Paulo chama os fiéis em geral de "santos". Todos os que pertencem a Cristo e seu Reino constituem uma comunidade viva e real, a "Comunhão dos Santos".
          As bem-aventuranças (evangelho) proclamam a chegada do Reino de Deus e, por isso, a boa ventura daqueles que "combinam com ele". Assim, caracterizam a comunidade dos "santos", os "filhos do Reino", e proclamando a sua felicidade e salvação. Jesus felicita os "pobres de Deus", os que confiam mais em Deus do que na prepotência, os que produzem paz, os que vêem o mundo com a clareza de um coração puro etc. Sobretudo os que sofrem por causa do Reino, pois sua recompensa é a comunhão no "céu", isto é, em Deus. Dedicando sua vida à causa de Deus, eles "são dele". É o que diz S. João (2ª  leitura): já somos filhos de Deus, e nem imaginamos o que seremos! Mas uma coisa sabemos: seremos semelhantes a ele, realizaremos a vocação de nossa criação (Gn 1,26). O amor de Deus tomará totalmente conta de nosso ser, ao ponto de nos tornar iguais a ele.
           A santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão (1ª  leitura): todos aqueles que, de alguma maneira, até sem o saber, aderiram e aderirão à causa de Cristo e do Reino: a comunhão ou comunidade dos santos.
          Ser santo significa ser de Deus. Não é preciso ser anjo para isso. Santidade não é angelismo. Significa um cristianismo libertado e esperançoso, acolhedor para com todos os que "procuram Deus com um coração sincero" (Oração Eucarística IV). Mas significa também um cristianismo exigente. Devemos viver mais expressamente a santidade de nossas comunidades (a nossa pertença a Deus e a Jesus), por uma prática da caridade digna dos santos e por uma vida espiritual sólida e permanente.
          Sobretudo: santidade não é beatice, não é medo de viver. É uma atitude dinâmica, uma busca de pertencer mais a Deus e assemelhar-se sempre mais a Cristo. Não exige boa aparência!
          Desprezar os pobres é desprezar os santos! Mas exige disponibilidade para se deixar atrair por Cristo e entrar na solidariedade dos fiéis de todos os tempos, santificados e unidos por ele.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Fonte: http://www.franciscanos.org.br

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Leitura Anual da Bíblia - Período de 8 a 14 de novembro de 2011.

Ministério Igreja Sem Fronteiras

Departamento de Unidade Cristã


          Corpo de Cristo,

          Além da leitura do Novo Testamento, disponibilizamos também um roteiro para a leitura anual de toda a Bíblia.
          É uma maravilha, pois também consideramos importante a leitura do Antigo Testamento para a compreensão da Palavra do Senhor como um todo.
          Muitos acham que o Antigo Testamento deve ser descartado, mas cremos que nele encontramos muitos ensinamentos válidos para os dias de hoje, com o devido entendimento e sabedoria. Muitas doutrinas pecam em viver nos dias de hoje aquilo que era válido para aqueles que viviam naquele tempo, sendo tais jugos quebrados pela vinda, morte e ressurreição do nosso Senhor Jesus.
          Não perca sua motivação nessa leitura!
          A parcela lida a cada dia parece ser pequena em relação a todo o conteúdo bíblico, mas com o tempo você perceberá a sua evolução e verá que a leitura de toda a Bíblia não é uma tarefa impossível.
            Se você ainda não começou a sua leitura, escolha um dia do roteiro abaixo – melhor que seja o dia de hoje, em que você acessou o nosso blog – e siga em frente. No próximo ano, você completará o plano de leitura. Combinado, então?
          Aconselhamos a orar antes de ler a Palavra, e manter-se em oração durante todo o ano, pois assim o Espírito Santo irá lhe revelar mistérios ocultos nas letras.
                   

          Mês de novembro de 2011:
                       
Dia 08 -
2 Timóteo 4
; Salmos 124
; Jeremias 11 e 12
Dia 09 -
Tito 1
; Salmos 125
; Jeremias 13 a 15
Dia 10 -
Tito 2
; Salmos 126
; Jeremias 16
Dia 11 -
Tito 3
; Salmos 127
; Jeremias 17 e 18
Dia 12 -
Filemon
; Salmos 128
; Jeremias 19 e 20
Dia 13 -
Tiago 1
; Salmos 129
; Jeremias 21 e 22
Dia 14 -
Tiago 2
; Salmos 130
; Jeremias 23 e 24

       Segue abaixo a Estatística da nossa leitura:

Estatística

Período de leitura: de 01jan a 31dez de 2011.
Com as leituras acima, ficaremos assim:
Quantidade de dias: 365
Dias cumpridos: 318
Dias a cumprir: 47

Quantidade de versículos: 31.103
Versículos lidos: 27.433
Versículos a serem lidos: 3.670

Média de 86 versículos ao dia
Porcentagem lida da Bíblia: 88%

Fiquem na paz do nosso Senhor Jesus.